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21/04/2003

   
 
Carol Feichas
“Todos os clientes só querem que eu faça a voz do aeroporto”, diz ela, que anda com o sinal sonoro dos vôos na bolsa

 

Por onde anda / Iris Lettiere
A voz do Aeroporto
Sucesso na tevê nos anos 60 e 70, ela é a locutora dos principais aeroportos do país e grava as chamadas da próxima novela das sete

Vivianne Cohen

 

Nas chamadas para a próxima novela das sete da Globo, uma locutora convida os passageiros a embarcarem numa viagem a Kubanakan, a ilha fictícia que dá nome ao folhetim de Carlos Lombardi. Para os mais atentos, a voz soa familiar. É a mesma que informa os vôos em seis aeroportos do Brasil. Há 26 anos, Íris Lettiere, 61, fez da função não só sua fonte de renda, mas uma marca. “É uma voz que nos leva a viajar. Além disso, a época da novela, anos 60, coincide com o auge da carreira da Íris. Ficou perfeito”, diz Wolf Maya, diretor da novela, que teve a idéia de convidá-la.

Além dos vôos, Íris acumula locuções em comerciais de viagem. “Todos os clientes só querem que eu faça a voz do aeroporto. Também pedem o sinal sonoro que antecede as mensagens de vôo. Pedi para a engenharia de som gravá-lo e ando com ele dentro da bolsa”, conta Íris, que fez o mesmo trabalho no filme Deus É Brasileiro.

Íris experimentou o sucesso pela primeira vez aos 18 anos, em 1959, como garota-propaganda na extinta TV Continental. Quatro anos depois, foi pioneira ao tornar-se locutora de telejornal na TV Excelsior. Também teve esse ofício na Globo, em 1965. A projeção nacional veio na TV Tupi ao integrar o time de locutores da emissora e participar do Programa Flávio Cavalcanti, líder de audiência. Em 1977, no entanto, Íris tomou uma decisão surpreendente. Com três casamentos desfeitos, trabalhando todos os dias da semana e sofrendo com a falta de privacidade, pediu demissão da tevê. “Convivo bem com o prestígio, mas mal com a popularidade”, diz ela, hoje no sexto casamento e sem filhos. E aceitou prontamente o convite para ser a voz oficial do aeroporto internacional do Rio. “Era a maneira de não ser esquecida”, afirma.

Ela conseguiu mais que isso. Sua voz foi parar até numa música do grupo americano Faith No More, em 1992. “Processei a gravadora e entramos num acordo”, lembra. Embora tenha o tom de voz diferente do dos autofalantes dos aeroportos, ainda é reconhecida nas ruas e não escapa dos pedidos para fazer o tom dos vôos. “Não me arrependo da escolha”, diz ela.

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