13 de dezembro de 1999
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Carreira

Rosana retorna aos palcos
A cantora, que nega ter feito cirurgia plástica, lança CD com seu novo nome, Rosana Fiengo

Chantal Brissac

Foto: Julio Vilela

A cantora Rosana, 36 anos, quer começar uma nova fase na sua vida. Mãe de Davi, de 1 ano e dez meses, seu primeiro filho, ela pretende se mudar do Rio para São Paulo e está adotando um novo nome artístico: Rosana Fiengo. A cantora, que estourou nos anos 80 com um repertório romântico, ancorado pela música "O Amor e o Poder", está lançando em janeiro o nono disco de sua carreira, definido por ela como pop romântico. "Sempre quis usar o sobrenome, mas as gravadoras não deixavam, dizendo que só Rosana era mais comercial. Como estou lançando este CD também na Europa, resolvi assumir a ascendência espanhola paterna", diz a cantora.

Rosana Fiengo também está com o visual mudado. Depois de ter usado durante anos os cabelos tingidos de negro, ela agora exibe-os em seu tom natural, castanho-claro. A maquiagem mais carregada deu lugar a uma leve base. Quando lembrada das notícias de que havia feito, há alguns anos, uma cirurgia plástica malsucedida, Rosana se irrita: "Nunca fiz plástica e jamais coloquei silicone no rosto", diz. "No dia em que eu fizer uma plástica vou anunciar para todo mundo. Mas quero que a mídia também fale da minha carreira." Ela diz que clareou a pele com um peeling químico, para retirar manchas de sol, e se submeteu a uma endermologia, um tratamento não cirúrgico, para afinar as bochechas. "Mas não adiantou muita coisa, porque elas continuam no meu rosto", ri Rosana.

Casada com o produtor Rodrigo di Faro, a cantora planeja a mudança para São Paulo em 2000, para ficar perto da família. "Depois que o Davi nasceu, senti necessidade de me aconchegar mais com pessoas queridas", diz a paulistana do bairro do Brás, que começou a cantar aos 13 anos com o pai, Aldo, dono de um conjunto de bailes, o Casanova's. Depois do início como crooner e cantora de jingles publicitários - um dos mais conhecidos foi o da Pepsi -, ela ganhou destaque com temas de novelas globais, quando chegou a vender 3 milhões de discos em dois lançamentos. Foi aclamada "a deusa da música brega", mas também se lançou em CDs como Gata de Rua (1993), produzido por Menescal e Ronaldo Bôscoli e recheado de clássicos da MPB.

Envie esta página para um amigoVencedora do Prêmio Sharp cinco vezes, ela também conquistou espaço em outros países. "Portugal me acolhe muito bem. Também estive em Angola, em julho, e lá senti o quanto a minha popularidade é grande", diz. Logo após o lançamento do CD, Rosana Fiengo pretende sair para uma turnê na Europa. Depois, quer resgatar o sucesso que já teve um dia no Brasil, com shows em vários Estados. Para o crítico musical Zuza Homem de Mello, ela pode voltar a brilhar, se desta vez for mais determinada. "O problema de Rosana é que ela sempre teve uma carreira mal orientada e se deixou levar por modismos. O que é uma pena, pois é uma cantora de talento e com muitos predicados", diz Zuza.

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