13 de dezembro de 1999
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Música - MPB

Puro Prazer
Zizi Possi brilha com interpretações precisas e voz de veludo

Aluízio Falcão

Zizi Possi é uma intérprete que trocou de estilo várias vezes. Começou gravando João e Aldir, depois trilhou os caminhos do pop vendável, dedicou-se por algum tempo à MPB não comercial e de alta qualidade, viveu recentemente dois anos como cantora "italiana" de sucesso e, agora, muda outra vez, gravando o CD Puro Prazer, com apenas piano e voz. Uma voz que, felizmente, não mudou nada. Continua ótima.

O que impressiona em Zizi não é apenas uma afinação mais que perfeita. É sobretudo a percepção exata de cada letra e de cada melodia que interpreta. Na abertura do disco, em "Disparada", ela traz ao primeiro plano a inspirada melodia de Theo de Barros, que sempre ficou injustamente à sombra da letra de Vandré. Em seguida, interpretando o verso que o escritor Sergio Buarque de Holanda considerava o melhor do filho famoso ("a saudade é o revés de um parto..."), a sua alma canta, como diria Jobim. O disco é homogêneo, mas algumas canções ajustam-se melhor à sua emissão de veludo e cristal: "Beatriz", "Vurria", "Tanta Saudade".

O pianista Jether Garotti Jr. muito contribuiu para que Zizi gravasse um dos melhores discos do ano. Contendo-se em seu papel de coadjuvante, deu amplo espaço para ela brilhar como deve e merece. Depois de chegar a uma escala milionária de vendas, Zizi reflui para um trabalho puramente qualitativo - o que é raro, para não dizer inédito, no meio fonográfico. Tanto quanto um lindo disco, Puro Prazer é uma atitude artística exemplar.
Entre os melhores do ano

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