13 de dezembro de 1999
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A vida na tevê

Kiko Cabral

Regis Cardoso, 64 anos, nasceu no teatro, cresceu no rádio, mas se consagrou, de fato, na televisão. Fazendo de tudo um pouco, experimentou seus primeiros passos profissionais numa tevê que ainda engatinhava. Quando a televisão brasileira se consolidou, Regis Cardoso cresceu junto. Passou a diretor de imagens em novelas pioneiras, como O Direito de Nascer (1964) até assinar, sozinho, a direção de sua primeira novela, Sangue e Areia (1968). A partir daí, Cardoso colecionou grandes sucessos de público, como O Bem Amado (1973), Anjo Mau (1975) e Estúpido Cupido (1976), e ficou para a história como um dos grandes realizadores da tevê brasileira.

Hoje, ele relembra sua história no livro No Princípio Era o Som (Madras, 196 págs., R$ 22). "Fui ao programa do Jô Soares falar sobre um curso de formação de atores e acabei lembrando muita coisa do passado. Depois disso, insistiram tanto para eu escrever minhas memórias que peguei um papel e comecei a relacionar fatos", explica Cardoso. "Quando vi, tinha o livro pronto", completa.

Pronto e cheio de fotos, o livro vai além das memórias pessoais. O autor testemunhou, nos bastidores, o nascimento da teledramaturgia brasileira e conviveu com os personagens dessa história. Foi casado com Suzana Vieira - atriz que descobriu em uma apresentação de balé na TV de Vanguarda - e viu José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, dedilhar seus primeiros textos no cantinho de uma sala da Rádio Nacional.

De todas as suas produções - das mais capengas às grandiosas -, O Bem Amado (a novela e a série) ficou como a mais marcante. "Fazer uma novela é como construir uma casa, tijolo por tijolo. Com elenco e textos maravilhosos, O Bem Amado nos divertiu muito", lembra Regis. "Vivemos como uma família por cinco anos".
É, não dá para esquecer. (L.A.)

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