13 de dezembro de 1999
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Exposição - Arte

Cerâmicas de Picasso
Esta é uma chance rara de conhecer o trabalho em argila do mestre espanhol

Lígia Canongia

Bernard Ruiz Picasso, neto de Pablo Picasso, herdou uma coleção gigantesca de obras do avô que comporão em breve um novo museu, em Málaga, na Espanha, cidade onde nasceu o gênio da pintura do século 20. Parte de seu acervo, dedicado à cerâmica e já exibido em Londres e Nova York, estará em cartaz na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro, até 22 de janeiro de 2000. A vinda da mostra para o Brasil nasceu do contato entre Bernard Picasso e o adido cultural do Consulado Geral da França, Marc Pottier, e contará com 80 cerâmicas, algumas gravuras e uma exposição paralela do fotógrafo André Villers, amigo pessoal de Picasso, ainda vivo.

A incursão de Picasso no mundo da cerâmica começou em 1947, quando o mestre já contava com mais de 60 anos e acabara de sair de seu exílio em Paris, após a guerra. Instalado no sul da França, conheceu a fábrica Madoura, na cidade de Vallauris, e lá se identificou com as tradições artísticas da argila, que remontavam aos tempos romanos e eram enraizadas na vida mediterrânea.

Nunca mais Picasso se separaria da produção em cerâmica e, embora ela fosse tida por alguns como uma arte menor, ele a considerava um novo esteio para suas criações e uma abertura para ampliar os limites da pintura e da escultura. Trabalhou com formas convencionais, como pratos, jarros, azulejos e caçarolas, e com formas criadas especialmente, através de metamorfoses moldadas durante a queima, com a argila ainda maleável. Transformou utensílios em cabeças, pássaros, touros. Fez sulcos nas superfícies, acrescentou relevos, pintou cenas mitológicas. Compôs o que ele dizia ser um verdadeiro trabalho de ficção, enredos vivos.

A cerâmica deu a ele a chance de subverter as dimensões do espaço, tornando plano o que era curvo, explorando a estrutura de um material fluente. Como os deuses do antigo Olimpo, Picasso queria mudar a forma das coisas para seduzir e eternizar os seres mortais - e ele sabia que eram as cerâmicas da Grécia clássica o que havia perdurado no tempo, e não suas pinturas.
Picasso raro

Até 22 de janeiro - Casa França-Brasil - rua Visconde de Itaboraí, 78 - Rio de Janeiro

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