13 de dezembro de 1999
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Exposição - Arte Contemporânea

Jorge Guinle - Coleção Marcio Espindula
Filho de Jorginho Guinle foi uma referência para a pintura brasileira

Lígia Canongia

Foto: Sagrilo

Jorge Guinle foi um dos artistas mais notáveis da chamada Geração 80. Descendente de uma das famílias mais ilustres do País e filho do playboy Jorginho Guinle, sofreu o descrédito da crítica no início da carreira, até que sua obra se firmou com a importância que sempre tivera. Pintor e desenhista, ele foi o líder intelectual do movimento pós-moderno no Brasil, escrevendo sobre as questões que orientavam suas obras e de seus amigos, assim como de artistas internacionais. Saiu das páginas das colunas sociais para ganhar espaço das melhores críticas de arte. Morto em 1987, aos 40 anos, Jorge Guinle construiu, em pouco mais de dez anos, uma carreira que o tornou referência para a pintura contemporânea, e mereceu Sala Especial na 20.ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1989, já como homenagem póstuma.

A exposição Jorge Guinle - Coleção Marcio Espindula, na galeria de arte do Museu Ferroviário Vale do Rio Doce, em Vitória, comemora, a um só tempo, a produção do artista e uma das maiores coleções do Espírito Santo. A mostra exibe telas e desenhos pertencentes ao acervo pessoal do marchand Marcio Espindula e revê as qualidades do traço e da pincelada de Guinle. Sua obra teve influência de Picasso e Matisse, mas a fonte de referência principal vem da Action Painting norte-americana, da qual captou a pulsação rítmica do gesto, a energia cromática e a extroversão subjetiva. Mas Jorge Guinle sabia que não era possível "imitar" os mestres da arte moderna e os tratava de forma irreverente e plena de humor, dizendo que podia apenas "brincar com os deuses". Construiu assim, a reboque da inspiração histórica, uma obra nova que ironizava a tradição.
Rigor e irreverência

Até 9 de março - Museu Ferroviário Vale do Rio Doce - Antiga Estação Pedro Nolasco, Vitória - ES

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