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20/01/2003

   
 
Claudio Gatti
“Sem a Revolução de 1964 o Brasil teria se transformado em um grande Vietnã’’
Oswaldo Muniz Oliva

 

Política/ Oswaldo Muniz Oliva
O general de Mercadante
Pai do senador Aloizio Mercadante, o general lança livro no qual defende o regime militar e diz que votou no filho petista porque ele é honesto

Fábio Farah

 

Depois das últimas eleições o general reformado Oswaldo Muniz Oliva, casado e pai de seis filhos, deixou de participar das atividades do Conselho para o Fortalecimento dos Valores Cívicos Nacionais para não precisar discutir política. Afinal, seu segundo filho, o senador do PT, Aloizio Mercadante, se tornou um dos homens fortes do governo Lula e isso poderia gerar debates acalorados. “Votei no Aloizio porque é honesto e idealista, mas sou apartidário.
Meu partido é o verde-oliva”, diz o general.

Reformado desde 1990, o general Oliva presta consultoria para empresas privadas na área de Planejamento Estratégico, ramo em que se especializou no Exército. Aos 77 anos,
irrita-se com a visão dos brasileiros do regime militar. “Sem a Revolução de 1964 o Brasil teria se transformado em um grande Vietnã.” Nada mais diferente do discurso do filho petista eleito com 10 milhões de votos. Nesse assunto, porém, o general não gosta de se alongar. “O filho de Oliva não usa o sobrenome do pai. Os dois estão em campos políticos opostos”, afirma o coronel Erasmo Dias, vereador de São Paulo pelo PPB e amigo de infância do general.

Para ressaltar a importância do regime, o general Oliva
lançou no ano passado o livro Brasil: O Amanhã Começa
Hoje
(Editora Expressão e Cultura), que esgotou a primeira edição em seis meses. Na obra, ele analisa o Brasil em
termos geopolíticos e elogia os militares, afirmando que eles foram os responsáveis pelo desenvolvimento do País. A decisão de escrever o livro foi tomada após um de seus oito netos ter sido expulso da sala de aula por discordar das críticas do professor aos militares.

A carreira de Oliva começou em 1942. Filho de bancários,
ele foi convencido por um amigo a ingressar no Exército. “Papai não tinha dinheiro para pagar a faculdade”, diz. Dos tempos da ativa, ele tem saudades da Bahia. Hoje o general gosta de passar o tempo livre no quintal de casa ouvindo a canção de seus pássaros bicudos e passeando entre as jaboticabeiras plantadas pela esposa.

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