06 de dezembro de 1999
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Luiz Antonio Fleury
Ex-prefeito no interior de São Paulo e pai do ex-governador do Estado, Luiz Antonio Fleury morre aos 81 anos

Foto: Jornal Cruzeiro do Sul

Apaixonado pelo comércio de café, assim como por futebol e política, o pai do ex-governador e hoje deputado federal Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP) morreu no sábado 28, vítima de câncer intestinal, aos 81 anos. “Só soubemos que ele estava muito doente porque o deputado Fleury nos contou quando esteve aqui, há uma semana”, diz José Benjamim, vereador de Nova Aliança, cidade na região de São José do Rio Preto (SP), que Fleury pai administrou de 1952 a 1955. Segundo Benjamim, ele foi um prefeito enérgico mas popular, responsável pela instalação de uma agência da Caixa Econômica Estadual que movimentou a economia do município, de 5 mil habitantes. Descendente de uma família de franceses que se instalou em Goiás no começo do século, Luiz Antonio Fleury enriqueceu comercializando café. Perdeu tudo logo em seguida, ainda nos anos 50. “Foi a política que levou meu pai à falência”, afirma o ex-governador de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho. Desiludido, Fleury procurou outras ocupações. Tornou-se gerente da Ceagesp de Sorocaba, fundou o clube América de Rio Preto e presidiu a Liga Riopretense de Futebol Amador. “Ele foi um homem sisudo, mas ao mesmo tempo de humor irônico”, define o ex-governador. Deixa quatro filhos e a mulher, Maria de Lourdes. Seu corpo foi sepultado no jazigo da família no Cemitério São Paulo, em São Paulo, na segunda-feira 29.


Ashley Montagu, antropólogo de grande destaque por mais de 50 anos, morreu na sexta-feira 26 em sua casa em Nova Jersey (EUA), aos 94 anos. Professor e autor de mais de 60 livros, Montagu atacou diversos mitos populares na primeira metade deste século, como o da desigualdade racial. Com rigor científico, ele contra-atacou a ideologia de superioridade de raça que Hitler vinha impondo na Europa dos anos 30, ao escrever O Mais Perigoso dos Mitos: A Falácia da Raça. Nascido em uma família operária judia de Londres em 1905, ele emigrou para os Estados Unidos após ver o levante sindical de inspiração socialista do qual participava ser esmagado pelas autoridades britânicas. Deixa mulher, três filhos e quatro netos.

Alain Peyrefitte, ex-ministro francês, confidente do general Charles de Gaulle e colunista do diário Le Figaro, morreu no sábado 26 de câncer, aos 74 anos. Uma de suas intervenções mais polêmicas na política francesa foi durante a rebelião estudantil de 1968 - quando ele era ministro da Educação -, que foi esmagada pelas forças de segurança do direitista De Gaulle. Foi também ministro da Ciência, Cultura, Meio Ambiente, Reforma Administrativa, Planejamento e Justiça. Escreveu 12 livros, entre eles Quando a China Acorda, de 1973, pelo qual foi eleito para a Academia Francesa de Letras, em 1977. Com De Gaulle, ele presidiu a transição de um país humilhado pela ocupação nazista para potência mundial.

 

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