06 de dezembro de 1999
Home
Home
Semana
Diversão e Arte
Outras Edições
Fale Conosco
Assine
Assine
Assine
Assine
Assine
Assine
Busca

Leia também:

Televisão
Video Show
Afinando a Língua
MTV contra-ataca
Te Vi na TV
Futura: páreo para tevê pública

Cinema
Fim dos Dias
Mero Acaso
O craque brasileiro dos desenhos

Música

Amor ao Vivo
Alanis Morissette MTV Unplugged
Edson Cordeiro
Cowboy ano 2000


Livros

Portraits
Gente do Século - Marilyn Monroe
Negro, por escrito


Teatro

Honra
Balé Natalino


Internet

Festival DiCaprio
Fofocas quentinhas


Teatro - Comédia dramática

Honra
Gabriela Duarte se destaca ao lado da mãe e de Carolina Ferraz

Eudinyr Fraga


Foto: Piti Reali

Honra, da australiana Joanna Murray-Smith, é um dos poucos textos teatrais vindos daquele longínquo país para o Brasil. A montagem nacional extremamente cuidada narra a crise sentimental entre um casal de meia-idade (Regina Duarte e Marcos Caruso), com a aparição da “outra” na figura de uma jovem e talentosa repórter (Carolina Ferraz). Com a perplexidade que se apossa de Norah (a esposa) e Sofia (a filha do casal, interpretada por Gabriela Duarte) surgem as cobranças, acertos de contas, recriminações, ataques e contra-ataques, levando a uma conclusão que, a partir de certo ponto, parece previsível.

É o eterno triângulo amoroso, com toque “moderno” de franqueza sexual e ocasionais palavrões.

Os sofrimentos e acusações que os personagens trocam entre si permanecem na superfície. O amor e o sentimento de perda reduzem-se a cobranças, como aplicações financeiras que não tiveram o rendimento prometido. O marido, procurando advogado para ultimar a separação, diz a Norah com tranqüila (e involuntariamente cômica) seriedade: “É função da lei amparar mulheres como você”.

A boa direção de Celso Nunes (bem-vindo, após longa ausência) evita um enfoque realista, a começar pelo cenário despojado de Márcio Tadeu, que na peça também toca piano ao vivo, às voltas com um repertório romântico que inclui Chopin, Liszt e Satie. Se Carolina Ferraz (que faz sua estréia nos palcos) no início é excessiva nos gestos, solta-se nas cenas de exaltação. Regina Duarte, elegante, se defende, lutando com problemas de timbre e colocação de voz, enquanto Gabriela Duarte mostra-se convincente. Marcos Caruso está excelente no tom, na postura e emoção contida. A platéia da noite de estréia no teatro Cultura Artística, em São Paulo, emocionada em se ver retratada com tanta complacência, aplaudiu vigorosamente.
Triângulo de quatro pontas

Boletim Assine Fale Conosco Outras edições Home Boletim Assine Fale conosco Outras edições Home