06 de dezembro de 1999
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Música - Foco

Cowboy ano 2000
Música sertaneja caminha para a virada do século em crise de identidade, mas vendendo como água

Gabriela Mellão

A música sertaneja é um fenômeno em crise de identidade. Se no começo dos anos 80 era caracterizada pela moda de viola e falava a língua enrolada dos peões, ela entra democratizada no ano 2000. Agrada a públicos diversos igualmente, tanto com baladas açucaradas quanto com a boa e velha música de raiz. Pelo menos é o que dizem os números: adeptos de estradas diferentes, Chitãozinho & Xororó e Rionegro & Solimões estão com suas vendas equiparadas: 1 milhão de cópias para os respectivos O Amor Supera Tudo e Na Aba do Meu Chapéu.

Os dois estilos seguem paralelamente de vento em popa, agora com quatro novos lançamentos. Para os amantes da música pop romântica, Daniel - Vou Levando a Vida - e Chitãozinho & Xororó - Alô. E, fazendo a cabeça da velha guarda country, Rionegro & Solimões e Sérgio Reis & Convidados - este último celebrando 30 anos de carreira com a participação das mais variadas tribos da música brasileira, de Reginaldo Rossi a Djavan.

A dor de cotovelo e a inclusão da popular trilogia do rock (baixo/guitarra/bateria) não são as únicas preocupações da trupe cowboy do asfalto que contribui para a popularização da música sertaneja.

O visual aparece como outro instrumento essencial no incentivo às vendas. É só analisar a carreira de Daniel. Ainda na época da dupla João Paulo & Daniel, apesar de já interpretar músicas românticas, não dispensava a camisa, as botas e o chapéu. Já fazia sucesso, mas é inegável a sua virada depois de largar o look campestre e trabalhar a imagem solitária. Com o perfil assumido de conquistador abandonado no mundo, canções ainda mais açucaradas e com roupas de grifes italianas, aumentou as vendas e se transformou num fenômeno que surpreende até para os padrões sertanejos de vendagem. Seu segundo disco solo, Daniel, já vendeu 700 mil cópias e ainda está no segundo mês de vida.

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