06 de dezembro de 1999
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Cinema - Perfil

O craque brasileiro dos desenhos

Gabriela Mellão

Mickey marcou sua infância e Peter Pan, a adolescência. Hoje, passados 34 anos, o desenho animado continua sendo a razão de viver do mineiro Fábio Lignini. Louco por personagens infantis, ele é um dos animadores da DreamWorks, a companhia de cinema e música de Hollywood que tem como um dos sócios o mago Steven Spielberg. O personagem Aarão, por exemplo, o principal coadjuvante do desenho O Príncipe do Egito, leva a assinatura de Lignini. Cada um dos passos, gestos e expressões do personagem foram desenhados pelo brasileiro, que integra uma equipe de 35 animadores.

Quem perdeu a história bíblica de Moisés no cinema agora pode vê-la em vídeo. O Príncipe do Egito já está disponível para as telinhas e promete agradar pais e filhos. Enquanto os pequenos curtem a história dos dois amigos - um príncipe de nascimento e outro escravo - inseparáveis na infância mas que se enfrentam no futuro, os adultos deslumbram-se com os efeitos especiais, dignos dos mais de U$ 100 milhões gastos em um ano de produção, na maior parte do tempo feita manualmente. O Príncipe do Egito foi todo desenhado à mão. O computador só entrou na criação dos cenários. “Não é o mesmo efeito. É difícil explicar, mas alguma coisa no desenho criado pela mão humana não consegue ser reproduzida por computador”, diz o brasileiro, que fez em torno de 3.500 quadros com Aarão.

Em seu currículo, Fábio tem um curta-metragem premiado no Japão, Cuba e Los Angeles. Recebeu convites de trabalho de grandes estúdios e foi um dos quatro animadores de Gasparzinho. “Acho que a vida tem sido bacana comigo”, disse ele a Gente, de Los Angeles, onde mora há cinco anos. A oportunidade de seguir a profissão só surgiu durante a faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte. Em 1986, quando soube de um curso de animação criado em convênio da Embrafilme com o governo do Canadá, largou tudo e mergulhou no mundo da animação. “O experimentalismo dos canadenses foi uma ótima escola”, diz o veterano do mundo da fantasia.

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