06 de dezembro de 1999
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Fim dos Dias
Novo filme de Arnold Schwarzenegger deixa muito a desejar

Marina Person

Depois de entrar em cartaz nos Estados Unidos há pouco mais de uma semana, chega agora aos cinemas brasileiros o novo filme de Arnold Schwarzenegger, Fim dos Dias. Mau sinal. Quando isso acontece é porque o estúdio entendeu que não tem um grande produto nas mãos, e para tentar amenizar os efeitos das críticas negativas, lança logo a fita em vários países antes que um eventual fracasso da bilheteria provoque um efeito dominó. E esse não é o único problema. A maior Liga Católica dos Estados Unidos também está atrás do filme. Ela reclama de cenas excessivamente violentas e, principalmente, do que eles estão chamando de “aproveitamento indevido de ícones e temas católicos”.

Mas todas essas reclamações ainda não são suficientes para definir a má qualidade do filme. A história se passa em Nova York no fim de 1999, quando Satanás vem à Terra para dominá-la e alguém tem que fazer alguma coisa para impedir que isso aconteça. Adivinhe quem é o único mortal capaz de executar tão nobre tarefa? Para isso, Schwarzenegger, um ex-policial que ganha a vida como segurança particular, encara todos os clichês de filmes de ação e suspense. Explosões, perseguições de carro e helicóptero, lutas contra gangues inteiras e, além de conseguir proteger a mocinha, chega até a ser crucificado!

Depois de ficar dois anos e meio longe das telas, o ator austríaco faz a sua grande volta num filme que abusa da paciência alheia. O diretor, Peter Hyams (Timecop - O Guardião do Futuro), além de se aproveitar da ultraviolência em cenas absolutamente grotescas, ainda tenta empurrar um Schwarzenegger bancando o ator dramático. Em vez de ser a máquina assassina que o consagrou nos anos 80, neste filme, Jericho Cane, seu personagem, é um herói mais humano, com tendências suicidas e problemas com álcool.

A maior diversão que se pode ter ao assistir Fim dos Dias é tentar adivinhar qual filme está sendo plagiado. De Carrie, a Estranha, passando por O Iluminado, até Predador, Seven e MissãoImpossível, a impressão que se tem é que nenhum filme foi poupado. Nós, espectadores, também não fomos.
Vá às compras de Natal.

 
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