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04/11/2002

   
 
Murillo Constantino
“Faremos uma oposição de idéias”, diz o
senador Arthur Virgílio
Claudio Gatti
Serra, que sai da eleição maior do que entrou, com um terço dos votos dos brasileiros, quer ser presidente do PSDB e liderar oposição a Lula

 

A Derrota
O fim de uma era
O insucesso eleitoral de José Serra encerra oito anos de poder dos tucanos, marcados pelo controle da inflação e pela economia estagnada

Cecília Maia

 

Orosto que era sapecado com pancake por um maquiador da Rede Globo transparecia o cansaço dos últimos dias, freneticamente dedicados à tentativa de virar o enorme favoritismo de Lula. “Ainda bem que isso tudo está acabando. Não agüento mais ter de fazer maquiagem”, brincava o senador José Serra na sexta-feira 25, no camarim da emissora, no último debate dos presidenciáveis. Dois dias depois, acabaram não apenas a campanha presidencial, com a derrota de Serra, mas também oito anos da era em que os tucanos assumiram o poder, controlaram a hiperinflação, mas diante de sucessivas crises internacionais, deixaram o Brasil com desemprego elevado e economia estagnada.

Daqui para frente, o novo desafio do senador será o de disputar o comando do PSDB, o que promete ser tão difícil quanto a campanha presidencial. Mas nada que amedronte um político obstinado que enfrentou boa parte de seus próprios pares para se tornar candidato à Presidência da República. Tantas mágoas ficaram pelo caminho que, no ninho tucano, a revoada pela primazia do partido começou bem antes do início do segundo turno. Para o grande público, diziam acreditar numa virada na reta final da campanha, mas para o público interno as negociações já corriam soltas.

“A eleição marca o fim da hegemonia paulista no PSDB”, anunciava Tasso Jereissati, senador eleito pelo Ceará, na quarta-feira 23, após um jantar em sua casa oferecido para o governador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves, e o candidato derrotado pelo PPS, Ciro Gomes, que entre garfadas de risoto de camarão, berinjela refogada e
empadão de palmito, regados a sucos de cajá e graviola,
foi convidado a voltar ao partido.

Aécio e o governador reeleito por Goiás, Marconi Perillo, vitoriosos no primeiro turno, ostentam credenciais incontestáveis para comandar o PSDB. Bem ao estilo mineiro, o neto de Tancredo Neves ganhou os cearenses e cooptou o goiano sem deixar parecer aos paulistas que avança o sinal. “Na reposição de lideranças após a eleição, com certeza Aécio é uma forte tendência”, reforça Tasso.

Não será fácil assim. Serra sai das urnas maior do que entrou. Com o aval de um terço do eleitorado brasileiro, conta com a fidelidade de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo reeleito. “É a terceira vez consecutiva que ganhamos o governo paulista”, diz José Aníbal. Para os paulistas, a condução de Serra ao comando do partido é o caminho natural, o que vai significar uma oposição mais pesada ao governo do PT. “Não será uma oposição de tocar apito ou fazer panelaço. Será uma oposição de idéias”, afirma o senador eleito pelo Amazonas, Arthur Virgílio.

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