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28/10/2002

   
 
Silvana Garzaro
“Quero sempre estar no meio onde as coisas estão acontecendo. É um vício do jornalismo.
E, hoje, o buchicho
no Brasil é a eleição presidencial”
, diz Valéria, que apresentou o programa de José Serra no primeiro turno
“Tenho muito orgulho porque realmente abri portas importantes para as mulheres na tevê Globo’’ Valéria Monteiro, primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional, em 1992

 

Televisão / Valéria Monteiro
O retorno da musa
Após nove anos em Nova York, a
apresentadora deixou a cidade por causa dos atentados terroristas e quer voltar à tevê

Jonas Furtado

 

A modelo, atriz e apresentadora de tevê Valéria Monteiro morava em Manhattan quando as torres do World Trade Center foram abaixo em 11 de setembro de 2001. O
atentado terrorista traumatizou-a a ponto de tomar uma decisão drástica: retornar definitivamente ao Brasil, após nove anos em Nova York. Baseada em Campinas (SP)
desde janeiro, ela voltou a estar sob os holofotes
durante o horário eleitoral gratuito na televisão, como apresentadora do programa do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, no primeiro turno.

“Foi tudo muito traumático”, conta Valéria, 37 anos, referindo-se aos desdobramentos dos ataques ao WTC. “Amigos próximos a nós perderam entes queridos.” A filha de Valéria, Vitória, 12 anos, confirma os momentos de desespero: “Minha mãe comprou água e comida para
sete dias, caso envenenassem a água da cidade. Mas
por causa da nossa aflição, comemos tudo em uma
tarde”. A tragédia ainda está viva na memória da menina. “Penso nisso quase todos os dias. Chorei junto com minha mãe quando assistimos na televisão às homenagens no aniversário de um ano do ataque”, revela.

Nos primeiros anos em Nova York, enquanto ganhava fluência em inglês, Valéria praticamente se dedicou a criar Vitória. Profissionalmente, fez alguns trabalhos esporádicos para a tevê brasileira, atuando, inclusive, como atriz na minissérie Incidente em Antares, da Globo. Nesse tempo, casou-se
com o americano Justin Kaufman, de quem viria a se separar em 1998, após quatro anos de união. Mais tarde, e já solteira, trabalhou em emissoras locais, como a NBC – “em inglês”, destaca Valéria –, e tornou-se apresentadora da Bloomberg, canal a cabo especializado em economia. Antes de voltar ao Brasil, ela trabalhava em uma produtora independente que produzia programas para os canais Discovery e National Geographic.

A volta para o Brasil já estava nos planos de Valéria, sobretudo por causa da filha. “Começava a surgir uma certa discrepância até de entendimento cultural. Vitória passou nove anos da vida dela nos Estados Unidos. É difícil dizer que ela é totalmente brasileira”, afirma Valéria, que, em casa, só conversava em português com a filha e lia histórias de Monteiro Lobato para ela. A adaptação da menina está sendo rápida. “Aqui é muito mais relax. Lá eu estudava muito mais, a carga horária na escola era mais pesada. Estou adorando.” A mãe também tem bons motivos para sorrir. Há dois meses ela namora o empresário João Gonçalves Neto.

Valéria negociava sua participação na campanha de Aécio Neves ao governo de Minas Gerais quando foi convidada pelos marqueteiros Nizan Guanaes e Nelson Biondi para apresentar os programas de Serra. Topou na hora. “Quero sempre estar no meio onde as coisas estão acontecendo. É um vício do jornalismo. E, hoje, o buchicho no Brasil é a eleição presidencial”, diz. Fora da campanha no segundo turno, ela voltou a se dedicar a seus projetos. Um deles é um programa de televisão sobre as diferentes culturas, que ela pretende produzir de forma independente ou em parceria com uma grande emissora. “Estou tomando um rumo mais misto entre jornalismo e entretenimento”, diz Valéria, que foi a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional, em 1992. Tenho muito orgulho porque realmente abri portas importantes na Globo.” E elogia as sucessoras: “Gosto muito do trabalho da Ana Paula Padrão. Ela e a Fátima Bernardes são a base do jornalismo na televisão hoje”.

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