Veja também outros sites:
Home •• Revista ••• Reportagens  
Reportagens

21/10/2002

   
 
Arquivo Pessoal
O ídolo do futebol com apenas um mês de idade em maio de 1982
Piti Reali
Há dois anos ele fraturou uma vértebra e passou dois meses de colete. “Os médicos disseram que eu tive sorte. Tenho certeza que foi Deus”, diz ele, evangélico há sete anos

 

Capa / Ricardo dos Santos Leite
Kaká vira fera
continuação

 
Arquivo Pessoal
Kaká ainda loirinho ao lado do primo Eduardo Delani, hoje atacante do juniores do Cruzeiro (no alto). O atacante e o irmão Rodrigo, três anos mais novo, de férias em Santa Catarina (ao lado).

Determinação não lhe falta. Aos 14 anos, Kaká decidiu que futebol seria mesmo sua vida. Para não passar aperto na escola, acordava duas horas mais cedo para estudar para as provas. Sempre conseguiu notas boas mesmo treinando o dia todo e estudando à noite. Ficou de recuperação apenas uma vez, no 1º ano do ensino médio. O deslize na matemática não abalou o gosto pelos números. Kaká pensou em ser engenheiro como o pai. Depois cogitou de Educação Física e agora acha que quando largar o futebol vai prestar vestibular para Administração. Nunca se arrependeu de ver a adolescência ocupada com a bola. “Quando eu pensava, ‘puxa, podia viajar com meus amigos’, logo me lembrava de quanto o futebol era importante para mim”, conta.

Os sacrifícios valeram a pena. Ele não se esquece do dia 13 de junho passado, quando o jogador Roque Júnior levantou-se do banco de reserva, deu um abraço e pediu para ele jogar o futebol que sabe. Kaká entrou em campo com a camisa da Seleção Brasileira para jogar 25 minutos contra a Costa Rica na Copa do Mundo. “Foi fantástico. Quero disputar todas as Copas que puder. É uma responsabilidade muito grande, mas compensa.” Caçula da Seleção, costumava buscar conselhos com os mais experientes. Como Ronaldinho era também muito novo quando participou da primeira Copa, em 1994, a identificação entre os dois foi imediata. “Tudo o que eu precisava, eu pedia para ele. Até pasta de dente”, lembra Kaká.

Nas horas de folga, o craque vai à igreja evangélica Renascer, que freqüenta há sete anos. A religiosidade não deixa dúvidas na inseparável pulseira prateada com a inscrição Jesus que só tira para entrar em campo. Um acidente ocorrido há dois anos aprofundou ainda mais a fé de Kaká. De férias na cidade goiana de Caldas Novas, onde moram os avós paternos, ele brincava no escorregador de um parque aquático quando bateu a cabeça no fundo da piscina. Nada foi diagnosticado na hora. Depois de treinar dois dias em São Paulo, sentiu muita dor e descobriu que havia fraturado a 6ª vértebra da coluna cervical. Passou dois meses de colete. “Os médicos disseram que eu tive sorte. Tenho certeza que foi Deus”, diz.

Ele é caseiro. “Gosto de atender todo mundo. Se não dá, prefiro ficar em casa.” É lá que ele recebe os mimos culinários da mãe – a torta de limão está entre os favoritos – e joga videogame com o irmão. O jogo predileto da dupla? Futebol, claro. Rodrigo segue os mesmos passos de Kaká e é zagueiro no time juvenil do São Paulo. A mãe, Simone, que se prepare para, em breve, ver o número de fãs dobrar na porta de casa.

1 | 2 | 3

Comente esta matéria
 
 

Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO 168
FÓRUM 01
 
FÓRUM 02
 
ENQUETE
Luciana Gimenez disse que Mick Jagger pediu para que ela não posasse para a Playboy. Você acha que ela
deve consentir?
:: VOTAR ::
 
 BUSCA

RESUMO DAS NOVELAS
Saiba o que vai acontecer durante a semana na sua novela preferida
JOGOS
Monte sua alma-gêmea e ganhe um papel de parede para seu computador
• Fale conosco
• Expediente
• Assinaturas
• Publicidade
| ISTOÉ | ISTOÉ DINHEIRO | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1999/2002 Editora Três