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16/09/2002

   
 
Felipe Barra
“Ele não bebe, não fuma e não se droga. É um homem de palavra e me paga sempre em dia’’
Cecília Machado
Reprodução
Ao lado do marido: casaco de pele

 

Justiça/Cecília Machado
A bela que defende o traficante
Advogada do traficante Fernandinho Beira-Mar já foi modelo, dá expediente vestindo roupas de grife e jóias e nega ser a beldade que seduziria promotores colombianos para aliviar pena do cliente

Carolina Bardawil

 
Felipe Barra
Modelo na adolescência, quando chegou a desfilar na Itália, hoje ela não sai de casa sem o tailleur, maquiagem, perfume e jóias: “Adoro jóias”, diz, exibindo um anel em forma de borboleta composto por 236 brilhantes

Mulata daquelas de parar trânsito, com 1,75 metro de altura e 63 quilos, a advogada Cecília Mara Machado, 34 anos, que defende o traficante Luís Fernando Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar, virou assunto nas rodas das egrégias cortes de Brasília. Os habitués das togas queriam saber quem era a beldade que o traficante carioca queria enviar à Colômbia, onde responde processo de tráfico de drogas e envolvimento com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), para seduzir um promotor daquele país. A estratégia do traficante foi revelada por uma gravação clandestina, divulgada há duas semanas pela Polícia Federal. Cecília tornou-se centro das atenções na capital da República, mas nega que seja a advogada citada. “A referência não foi a mim. Fernandinho tem como advogados cinco mulheres. E, na época da gravação, eu ainda não era advogada dele”, diz Cecília.

Beira-Mar foi preso na Colômbia em abril do ano passado, após ficar foragido por cinco anos. No Brasil, foi condenado a mais de 30 anos de prisão por tráfico de drogas. Nos EUA, já foi considerado um dos sete criminosos estrangeiros mais perigosos do mundo. Após ser capturado, o traficante, baleado com quatro tiros no braço direito, desembarcou no País e ficou recluso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Coube a Cecília acompanhá-lo nos depoimentos das CPIs e comissões do Congresso Nacional e, mais tarde, articular a transferência dele para o Rio, onde está preso na penitenciária de Bangu I.

Desde então – Cecília foi contratada em maio de 2001 – a advogada perdeu o sossego. Ela conta que sofreu perseguições de policiais, que a seguiam pelas ruas de carro, e teve os telefones seus e dos familiares grampeados. “Isso não me amedronta. Meu telefone vai continuar o mesmo”, diz ela. “Trabalho dentro da lei. Defendo o Fernandinho como qualquer outro cliente. Ele não bebe, não fuma e não se droga. É um homem de palavra e me paga sempre em dia.”

Atualmente, Cecília tem cerca de 200 causas e reconhecida especialidade na defesa de suspeitos de lavagem de dinheiro. Ela pode não ser a sedutora citada por Beira-Mar, mas já houve um tempo em que encantou platéias. Na adolescência, Cecília despontou como modelo. Competente, foi contratada por grifes como Zoomp, Fórum, Maria Bonita e H. Stern. Até em passarelas italianas marcou presença.

Dessa época, Cecília cultiva a vaidade e o bom gosto. Difícil vê-la sair de casa sem um tailleur, maquiagem, perfume e jóias – exibe em um dos dedos um anel em forma de borboleta composto por 236 brilhantes. “Adoro jóias”, diz ela, que perdeu a conta de quantas possui. Semana passada, Cecília acompanhou o traficante Beira-Mar em uma audiência. Dias depois, soube que o cliente ganhou mais duas acusações (homicídio e tentativa de homicídio), depois de uma escuta telefônica revelar que ele ordenou uma chacina de dentro do presídio de Bangu I. Natural de São Carlos (SP), Cecília mora numa bela chácara próxima ao Lago Norte, área nobre de Brasília, junto com o marido Arnaldo Gomes, 60 anos, diretor aposentado da gráfica do Senado. “Cecília é muito positiva. Sempre está disposta e vai atrás de seus ideais”, diz Arnaldo.

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