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16/09/2002

   
 
André Durão
Carol Feichas
Caminhada pelo calçadão com Ângela Vieira: “Estamos juntos porque é uma escolha, não porque estamos casados”, diz ele

 

Carreira /Miguel Paiva
Um gatão na meia idade
O cartunista conta como rejuvenesceu
aos 50, prepara filme sobre o Gatão de
Meia-Idade e, após três casamentos,
vive romance em casas separadas

Vivianne Cohen

Dicas do gatão para seduzir para uma mulher
 

Não são poucos os leitores que confundem Miguel Paiva com um de seus personagens mais famosos, o Gatão de Meia-Idade. Se naquela semana o Gatão está deprimido nas tiras diárias dos jornais O Globo e Estado de S. Paulo, o cartunista é surpreendido com perguntas até de amigos sobre seu estado emocional. Apesar de afirmar que sua inspiração vem da observação e pouco de sua experiência pessoal, a comparação entre criador e criatura é inevitável. Afinal, aos 52 anos, ele exibe um corpinho de 40. A boa forma foi conquistada há menos de dois anos, depois de atravessar a crise dos 50, quando emagreceu dez quilos. Hoje, a balança acusa 78 quilos, quatro a mais do que na época em que ficou deprimido, mas transformados em massa muscular. Além de passar a freqüentar uma academia diariamente e controlar a alimentação, Miguel reformou o visual. Cortou o cabelo, tirou a barba, abandonou os óculos após se submeter a uma cirurgia e fez outra para levantar as pálpebras.

O resultado da mudança se reflete também no astral. Ele garante que ter virado cinqüentão não o aflige mais. “Estou melhor fisicamente, psicologicamente e mais experiente hoje”, afirma ele, um expert em crises de idade. Miguel não passou incólume pela dos 30 nem pela dos 40. Foram nesses momentos que ele desfez seus casamentos. “Não tenho medo de crises. É uma oportunidade de você se colocar em questão”, conta ele, na terapia desde os 20. “Meu psicanalista é meu maior parceiro na vida”, brinca. Aliás, foi graças à turbulência emocional dos 40 que Miguel teve a idéia de criar o personagem, que apareceu 12 anos depois da Radical Chic. “Com a Radical eu tinha uma visão distanciada das coisas, porque ela é uma mulher”, assume.

Hoje, ele está à vontade para se expor na pele de um quarentão. E fala com autoridade sobre os fantasmas que rondam a cabeça dos homens nessa idade. “O homem que chega aos 40 e não consegue transar com alguém à altura da Deborah Secco se sente um fracassado. Alguns namoram mulheres mais jovens porque precisam de referências externas para demonstrar masculinidade. Toda auto-estima masculina está relacionada às conquistas externas”, diz.

Separado há dois anos de sua terceira mulher, Miguel namora há sete meses a atriz Ângela Vieira. Eles se conheciam havia 12 anos, mas só quando ficou solteiro os contatos telefônicos tornaram-se diários. Vivem em casas separadas e não pretendem casar. “Assim é mais saudável. É um modo de preservar o amor. Estamos juntos porque é uma escolha, não porque estamos casados”, diz. O casal viaja para a casa dele em Petrópolis, região serrana do Rio, ou se reveza entre os dois apartamentos no Rio. Além de uma companheira na vida, o cartunista ganhou uma parceira profissional. Ela atuará no filme O Gatão de Meia-Idade, de Antônio Carlos da Fontoura e cujo roteiro acaba de ser finalizado por ele e pelo compositor Zé Rodrix. “Acho ótima minha parceria com o Miguel porque estamos na mesma sintonia. É uma conseqüência natural do nosso namoro”, diz Ângela, 50 anos.

Será a segunda vez que um personagem de Miguel ganha as telas. A primeira experiência foi na tevê, com a Radical Chic, em 1993. “Fomos pioneiros do game show. Mas acho que a Globo não soube trabalhar o programa como produto vendável, porque era uma mistura estranha de game com histórias da Radical”, lembra ele, que também prepara uma peça para a namorada encenar. Com tantos projetos, Miguel tem se virado para dar conta dos cuidados com o filho mais novo, Caio, 4. Pai também de Diego, 26, Adolfo, 24, e Vítor, 19, ele está revivendo as delícias e os problemas que uma criança traz. “Ser pai novamente me deu uma sensação de eternidade. Parece que eu serei sempre capaz de criar coisas importantes como um filho.”

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