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Diversão & arte - Livros

16/09/2002

   
Divulgação
Orlando Brito
Divulgação

Ping Pong / Orlando Brito
Trinta anos de fotos do poder

Marina Monzillo

 

Do “civil” Figueiredo...

Desde 1966, a cena política brasileira é registrada pela lente perspicaz e irônica de Orlando Brito, 52 anos. O livro Poder – Glória e Solidão (Terra Virgem, 308 págs., R$ 150) traz mais de 300 imagens, feitas pelo fotógrafo durante as últimas décadas. Elas compõem um retrato completo da recente história do País. Em entrevista a Gente, Brito falou sobre seu trabalho.

... a Fernando Henrique: presidentes vistos de perto pela lente de Brito

Como selecionou as imagens para o livro?
É uma revisão da história política, de Castelo a Cardoso, solta beliscões na bunda de todo mundo, sem atacar nem proteger ninguém.

Qual foto é marcante para você?
O livro é todo uma ironia com a vida administrativa. Uma imagem mostra seis pessoas fazendo um buraco na parede do Palácio. É a síntese do Brasil.

Depois de tantos anos fotografando os políticos, como é sua relação com eles?
O fotógrafo que cobre o poder sabe se o presidente trocou de perfume, se está de bom humor ou se está faltando um botão da camisa, tanta é a proximidade. Eu faço questão de me relacionar com os ex-políticos. Adoro esses que conviveram com a glória e, depois, na solidão, são desprezados.

Há muitas fotos de ex-políticos no livro?
Sim, o Figueiredo na solidão é terrível, por exemplo. A idéia do livro nasceu com ele. Quando eu morava no Rio, ia a São Conrado tomar sol. Um dia, vi o Figueiredo, que eu havia conhecido tão glorioso, solitário, sentado, num banco em frente ao prédio onde morava.

Sempre gostou de política?
Nasci em Minas e com sete anos me mudei para Brasília. Aos 14, já trabalhava num jornal, acabei caindo na cobertura política. Quando não tenho nada para fazer, vou para o Congresso fotografar.

Você teve dificuldades em publicar o livro. Há pouco espaço para o fotojornalismo no Brasil?
O fotojornalismo nunca brilhou tanto. Antes a foto era apenas solução gráfica, hoje é valiosa comercialmente e como informação. Mas, em livro, o que você vê são guloseimas, aquelas publicações das carinhas de cachorro. E esses livros estão para a fotografia como o axé está para a música.

 

 
 
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