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Entrevista

26/08/2002

   
 
CONTINUAÇÃO

De que histórias da infância de Ayrton você se lembra?

Existe um momento especial da intimidade de Ayrton que você recorde com freqüência?
Você foi cogitada para concorrer à Prefeitura de São Paulo nas eleições passadas. Por que não aceitou?

 

Viviane Senna
“A morte jamais é superada”
A irmã de Ayrton Senna fala pela primeira vez da
dor pela morte do piloto e do marido e diz que valeu perder a privacidade para ajudar a quem precisa

Fábio Farah

 
Pitti Reali
Viviane com o boneco Seninha no IAS: “Levava a vida como psicóloga, atendendo 40 pacientes por semana. Com o Instituto, privacidade passou a não ser mais uma opção”

A psicóloga Viviane Senna, 42 anos, atendia 40 pacientes por semana e gostava de privacidade. Depois de perder o irmão em Ímola, em 1994, ela deixou a profissão de lado e se tornou líder no terceiro setor brasileiro, que promove ações sociais com recursos de empresas e pessoas, conquistando prêmios nacionais e internacionais. Viúva, mãe de três filhos, hoje ela é madrinha de 1 milhão e 62 mil crianças e jovens já assistidos pelos programas do Instituto Ayrton Senna. “Fui obrigada a lidar com a exposição porque a privacidade passou a não ser uma opção”, confessa a tímida Viviane, procurada algumas vezes pelo ator Antonio Banderas, que se interessou em interpretar Ayrton em um filme sobre a vida do piloto. Na sede do Instituto, em São Paulo, Viviane relatou a Gente momentos de sua vida com Ayrton, diz como enfrentou sua perda e a do marido Flávio Pereira Lalli, em menos de dois anos, e fala sobre seu trabalho como presidente de uma das maiores instituições do País.

O que achou de a Globo tocar o “Hino da Vitória”, marca registrada de Ayrton Senna, na conquista do pentacampeonato?
Achei emocionante. Muitas pessoas vieram comentar comigo que também choraram na hora em que a música tocou. A conquista do penta refletiu valores como garra, dedicação e cumplicidade, os mesmos por trás das vitórias do Ayrton. Por isso as pessoas o admiram até hoje e sentem uma ligação forte com ele.

Ayrton Senna é um herói mundial e Antonio Banderas procurou sua família interessado em protagonizar um filme sobre ele. Como está o projeto?
Existe a idéia de se fazer um filme, dada por Antonio Banderas, que deseja fazer o papel do Ayrton. Achamos a idéia boa e concordamos. Banderas quer que nós, da família do Ayrton, participemos do projeto porque sabemos histórias de sua vida que o público desconhece. No entanto, é um projeto a longo prazo que ainda envolve muita negociação. O filme tem que ser bem feito e trazer algo de bom para as pessoas.

Foi publicado que a família faria, no filme, revelações inéditas sobre a morte de Ayrton, como denunciar o responsável pela tragédia. É verdade?
Não. Foi bobeira de um jornalista que inventou isso e publicou por conta própria. Por isso não gosto de falar sobre o filme. O fato de ainda não haver nada concreto dá margem às pessoas para falarem o que quiserem.

De que histórias da infância de Ayrton você se lembra?
Ele adorava comer desde pequenininho. Eu me lembro que um dia minha mãe nos levou ao cinema para ver Branca de Neve e os Sete Anões. Na cena em que a Branca de Neve pega a maçã ele ficou com vontade de comer maçã e começou a berrar: “Mãe, quero maçã! Eu quero maçã”. Tivemos que sair do cinema e comprar uma maçã para o Beco – era assim que chamávamos o Ayrton. Fiquei louca porque perdi o filme (risos). Mas foi engraçado. Ele tinha cinco anos.

Havia outra característica?
Era agitado. Às vezes minha mãe achava que ele tinha algum problema na cabeça porque estava sempre correndo e caindo. Vivia com galo na cabeça e roxo na perna. Contrário a mim, que sempre fui tranqüila. Beco também era meigo e carinhoso.

Na adolescência, ele tinha ciúme dos seus namorados, implicava com as suas roupas?
Ayrton não tinha tempo para implicar comigo porque estava muito focado no kart. Ele foi ter ciúme da minha filha Bianca na pré-adolescência. Uma vez ela estava com o namoradinho na porta de entrada do prédio quando Ayrton chegou. Minha mãe conta que ele subiu para o apartamento de bico. Ela perguntou o que tinha acontecido e ele respondeu bravo: “Imagina! A Bianca só tem doze anos e já está namorando e beijando”. Ele ficou injuriado com a história (risos).

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