22 de novembro de 1999
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Prazeres sem álcool no coração da terra dos faraós
No Egito, chazinhos substituem a cerveja, mas jogatina encanta turistas ilustres em hotel de luxo

Após 18 anos do assassinato a tiros do presidente Anuar Sadat por um comando do grupo integrista "Irmãos Muçulmanos", os egípcios ainda são obrigados a fazer concessões ao islamismo radical. Embora seja possível comprar bebida alcoólica na maioria da rede hoteleira do país, nos vôos da Egipt Air (inclusive os internacionais) nem de arma em punho se consegue beber uma modesta cervejinha. "Só sem álcool", lamenta a desolada aeromoça.

A lei seca vai reaparecer nos lugares mais insólitos. Como no restaurante "Naguib Mahfouz", batizado com esse nome em homenagem ao Prêmio Nobel de Literatura de 1988. Apesar de situado no coração do Khan el-Khalili (o bairro boêmio do Cairo, equivalente ao Baixo Leblon, no Rio, ou à Vila Madalena, em São Paulo), o turista é condenado ao consumo de chazinhos adocicados. De cara, na entrada, uma placa adverte o visitante: "Pas d'alcool". Mas como ninguém é de ferro, mesmo proibida pelo Corão, o livro sagrado dos islamitas, a jogatina corre solta pelo país, em cassinos comparáveis aos de Monte Carlo.

Do czar a Thatcher

Uma visita dos "market boys" da privatização brasileira ao Egito faria uma carnificina. Os rapazes de FHC salivariam de prazer se passassem alguns dias no Old Cataract, o luxuoso e centenário hotel vitoriano de Assuan, no sul do país. Exibindo em seu carnê de hóspedes ilustres nomes que vão do czar Nicolau II a François Mitterand, de Margareth Thatcher a Agha Khan III, de Churchill a Jimmy Carter, o Old Cataract é integralmente estatal. Dois terços de seus empregados são funcionários públicos, para desespero do grupo Sofitel-Accord, que administra o hotel há alguns anos. Em tempo: no Old Cataract bebe-se de tudo. Inclusive, para quem gosta, cerveja sem álcool.

Refresco para FHC

Com a substituição do francês Pierre Mauroy pelo português Antonio Guterres na presidência da Internacional Socialista, Fernando Henrique Cardoso pode, finalmente, respirar aliviado. Mauroy vinha há tempos batendo pesado em FHC, que ele considera ter traído a causa social-democrata "em favor do neoliberalismo". Guterres, como todo bom lusitano, será mais maneiro.

Fardas com grife

O governo da República Dominicana acaba de anunciar que, para tentar mudar a imagem da polícia nacional, a nova farda dos policiais vai ser criada pelo estilista Oscar de la Renta, nascido lá, mas hoje radicado no circuito Elisabeth Arden. Pode não ser uma má idéia. Depois de infrutíferas tentativas de acabar com a violência no Brasil, o governo poderia nomear Ocimar Versolatto ministro da Defesa.

 

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