22 de novembro de 1999
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Cinema - Drama

Destinos Cruzados
Harrison Ford troca a aventura pelo drama e vive um investigador traído

Marina Person

O que pode ser pior do que perder a esposa num desastre aéreo? Destinos Cruzados, de Sydney Pollack, que estréia nesse fim de semana, responde dolorosamente a essa pergunta: descobrir que a viagem não era a trabalho, na verdade ela ia para Miami acompanhada de outro. Dessa maneira, o investigador de assuntos internos do departamento de polícia, Duth Van Der Broeck (Harrison Ford, que dispensa apresentações), encontra a deputada Kay Chandler (Kristin Scott Thomas, O Encantador de Cavalos), a esposa do amante de sua mulher. O quatrilho quase dá certo, não fosse a obsessão masoquista do investigador por descobrir detalhes da infidelidade da falecida.

Enquanto ele busca respostas para a pergunta que todos faríamos em seu lugar - "Por quê?" - a deputada quer enterrar a história, com medo de fofoca antes da eleição. Apesar do talento de Sydney Pollack (Entre Dois Amores) como diretor, o filme escorrega em algumas situações um tanto forçadas. Harrison Ford passa de marido atormentado a pessoa inconveniente num piscar de olhos. Você se pergunta quando ele vai parar com essa história de fuçar o passado e de incomodar a viúva. Afinal, o que este homem procura? Cartas de amor? Uma segunda casa montada com filhos, videocassete, aspirador de pó? A bem da verdade, enquanto Kristin Scott Thomas derrama uma interpretação sutil e delicada de sofrimento genuíno (e um olhar profundo que há muito não se via nas telas), Harrison Ford não varia muito daquelas expressões que a gente conhece desde Han Solo, seu personagem de Guerra nas Estrelas. E o diretor Sydney Pollack se revela mais uma vez um ótimo ator. Depois de ficar com o papel que seria de Harvey Keitel no filme de Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados, ele aqui mais uma vez se sai bem como assessor da deputada.

Para fazer as cenas do acidente, tanto a estrela principal quanto o diretor enfrentaram memórias tristes. O pai e o padrasto de Kristin Scott Thomas, ambos pilotos, morreram em desastres de avião quando ela era pequena e Sydney Pollack também perdeu um filho, em 1993, num acidente aéreo. Só lembrando, Scott Thomas já tinha lidado com esse tema no filme que a lançou ao estrelato, O Paciente Inglês. Curiosamente, as cenas do avião acidentado são das mais interessantes do filme, com tomadas submarinas bem ao estilo Titanic, revelando o que restou da aeronave e seus passageiros.
Harrison Ford masoquista

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