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05/08/2002

   
 
Marina Malheiros/ae
“O mérito de Paulo Coelho foi a capacidade de vender livros”,
diz Hélio Jaguaribe
 
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O mercado venceu
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Entrevista
Paulo Coelho:
“Por muito tempo
meus leitores ouviram agressões tolas”
Entrevista
Hélio Jaguaribe:
“A ABL não
me interessa mais"

 

Capa / Paulo Coelho
“A ABL não me interessa mais"

 

Hélio Jaguaribe, 79 anos, é autor de cerca de 40 livros. Ele contabiliza a marca de vender 30 mil exemplares de uma obra. Seu último livro é Estudo Crítico da História. Cientista político, foi secretário de Ciência e Tecnologia no governo Fernando Collor.

O que significou a sua derrota para Paulo Coelho?
A Academia tinha duas opções. A primeira era escolher o escritor cuja obra é uma das mais vendidas no mundo, como o Paulo Coelho, que é um fenômeno. A outra era optar pela minha obra, que no campo das ciências sociais é relevante. Diria que era o best seller contra o no seller. E a opção da Academia foi pelos 40 milhões de livros vendidos, que é um verdadeiro exército de livros. Para um escritor de Ciências Sociais, como eu, isso é praticamente impossível.

Acha que o ingresso dele irá mudar a ABL?
Claro. Com a eleição do Paulo Coelho, a ABL está coroando o sucesso do marketing. O mérito dele foi a capacidade de vender livros.

Qual a sua opinião sobre o escritor Paulo Coelho?
Nunca li os livros dele, como tenho certeza de que ele não leu os meus, que não devem interessá-lo. A área mística não é do meu interesse.

O senhor o conhece pessoalmente?
Encontrei o Paulo Coelho por acaso, durante um evento
na ABL sobre os 90 anos do Evandro Lins e Silva. Achei-o uma pessoa muito agradável, apesar do rápido contato
que tivemos.

Acha que a entrada de Paulo Coelho na ABL
irá calar a crítica?

Não. Quem considera que a literatura de Paulo Coelho não tem valor não vai se deixar influenciar pela entrada dele na ABL. E vai continuar desprezando-o.

Acha que a intromissão do ministro Celso Lafer
o prejudicou?

Foi um ato de amizade que não teve nenhuma conseqüência. É um velho amigo da juventude que telefonou para pessoas que não iam votar em mim. Diziam que eu era o candidato do Planalto. Foi lamentável esse papel de intrigá-lo.

Pensa em se candidatar novamente quando surgir
outra vaga?

Não. Para mim, a Academia seria um ambiente agradável, teria muito prazer em freqüentá-la. Mas a ABL manifestou uma tendência que não me interessa mais.

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FÓRUM
Paulo Coelho foi eleito membro da ABL por estar na lista dos mais vendidos em todo o mundo, mas a crítica sempre perseguiu o mago. E você? Lê Paulo Coelho? O que pensa a respeito? Dê sua opinião
 
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