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05/08/2002

   
 
Beto Tchernobilsky
Ex-musa das
Diretas Já, Christiane quer distância
da campanha:
“Não
assino mais embaixo do nome de ninguém”

 

Teatro / Christiane Torloni
Uma mulher comum
Depois de viver Salomé e Joana d’Arc no teatro, a atriz interpreta cinco personagens na peça Blue Room, em São Paulo, e se prepara para protagonizar a próxima novela das oito

Dirceu Alves Jr.

 

É Nelson Rodrigues quem anda guiando as reflexões de Christiane Torloni, 45 anos. Ela devora as páginas de Não se Pode Amar e Ser Feliz ao Mesmo Tempo, coletânea de textos do dramaturgo, para compreender um pouco mais da alma humana, das pessoas comuns. “Sabe aquela história de que a mulher precisa perdoar? Uma virada de mesa é bom para crescer. Todos deviam ler esse livro pela manhã, antes de sair de casa”, recomenda. E a atriz tem buscado esse entendimento. Chegou a hora de encarar mulheres normais, mais próximas da realidade. Depois de viver no teatro os mitos de Salomé e Joana D’arc, Christiane interpreta cinco variações do sexo feminino no espetáculo Blue Room, dirigido por José Possi Neto e protagonizado por Murilo Rosa, em cartaz no Tuca em São Paulo. Na peça escrita por David Hare, ela é uma prostituta, uma doméstica, uma dondoca, uma modelo e uma atriz. “Como são engraçadas as oportunidades. Depois do mito, tenho essas mulheres que, assim como a Helena da nova novela das oito, estão perto de mim. O curioso é que todas pecam. É o único jeito de salvar os outros, assumo o monstro”, compara.

A próxima novela das oito, ainda sem título, começa a ser gravada em dezembro. Escalada para O Beijo do Vampiro, que estréia no final do mês no horário das sete, Christiane foi avisada pela Globo de que uma das condições de Manoel Carlos para escrever a substituta de Esperança seria tê-la como protagonista. “Tudo caiu na minha mão como uma ventania. Helena é uma mulher estabilizada, que, de repente, se rebela contra as verdades adquiridas. É a prova de que a felicidade pode ser um tédio”, diz a atriz, que acertou com a Globo de gravar de segundas a quintas para não comprometer a excursão de Blue Room pelo País.

Com Blue Room é a primeira vez em 10 anos que Christiane está longe da produção. Economiza fôlego para se lançar como produtora de cinema em uma história real. “Só preciso da autorização da família”, revela. Ao contrário da década de 80, quando foi uma das musas das Diretas Já, Christiane quer distância da campanha presidencial. “Não assino mais embaixo do nome de ninguém. O Brasil já perdeu muitos anos”, justifica.

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