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10/06/2002

   
“Houve premeditação. Ele (Paulo Sérgio) disse para a minha mãe que estava com medo de que ela (Dorinha) o matasse’’ Bernardo Alcântara
Piti Reali
“Minha pesquisa foi baseada em fatos do julgamento”, diz a procuradora Luiza Nagib Eluf

 

Justiça
Em nome do pai
Bernardo Alcântara, filho do cineasta Paulo Alcântara, morto em 1980 pela mulher Dorinha Duval, contesta tese de legítima defesa relatada no livro A Paixão no Banco dos Réu

Carlos Braga

 

O publicitário Bernardo Alcântara, 30 anos, tinha oito quando o pai, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, foi morto a tiros pela atriz Dorinha Duval, em 1980. O caso está no livro A Paixão no Banco dos Réus, da procuradora Luiza Nagib Eluf, que analisa crimes passionais de repercussão no País. No livro, tema de capa da edição anterior de Gente, é relatado que Paulo foi morto após uma briga com Dorinha em que ela teria sido humilhada e agredida. Bernardo contesta a tese de legítima defesa que o advogado de Dorinha, Clóvis Sahione de Araújo, usou para defendê-la e que a autora descreve no livro, cujo lançamento será segunda-feira 10. “Ela já tinha atirado contra ele dias antes, mas não acertou. Era ciumenta e geniosa. Eu pedia para sairmos da casa dela”, diz o filho.

Após ler a reportagem, Bernardo conversou com Luiza e obteve a promessa de ter seu depoimento incluído na nova edição do livro. “Vou acrescentar a versão de Bernardo sobre os fatos no caso de Dorinha. Não fiz isso antes porque desconhecia sua existência”, argumentou Luiza Nagib Eluf. Ela disse que reconsideraria sua hipótese de absolver Dorinha Duval, declarada na matéria, se soubesse que Paulo Sérgio Alcântara tinha um filho. “Minha pesquisa foi baseada nos fatos do julgamento. Não ouvi ninguém das famílias. A minha intenção não era descobrir dados novos em relação a esses casos, mas relatá-los.”

O publicitário é filho do primeiro casamento de Paulo, com Jussara Azambuja Alcântara. Foi morar com o pai e Dorinha quando se casaram. “Ela já pagou aqui, mas existe a justiça divina. Rezo para que ela viva muitos anos para se lembrar do que fez”, diz. Bernardo diz que Dorinha, na época com 16 anos a mais que Paulo, sentia-se insegura e se escondeu no porta-malas de um carro para tentar flagrar Paulo com uma possível amante. Bernardo diz que o pai chegou a fugir dela para os EUA, mas depois se reconciliaram, após insistentes ligações dela. Um dos motivos seria o “hábito”, de acordo com ele, que Dorinha tinha de ir ao trabalho de Paulo para ameaçá-lo com um revólver. O filho afirma que uma vez o chefe de seu pai, o diretor Carlos Manga, chegou a desarmá-la – procurado por Gente, Manga nada quis declarar. “Houve premeditação para esse crime. Ele disse para a minha mãe que estava com medo de que ela o matasse”, diz Bernardo.

Jussara Alcântara, mãe de Bernardo, descreve o ex-marido como bem-humorado, doce com os amigos e com Dorinha. “Ele nunca encostou a mão no filho e nem em mim”, diz ela, que foi casada com Paulo por cinco anos. Dorinha foi condenada, em 1991, a seis anos de prisão em regime semi-aberto. Hoje, aos 73 anos, é escultora e mora no Leme, zona sul do Rio.

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