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03/06/2002

   
 
Reuters
Zero Hora
Luiz Felipe Scolari, defendendo o Caxias, pelo qual jogou entre 1973 e 1975: capitão de estilo viril e técnica pouco refinada
Principais Títulos
•1987- Campeonato Gaúcho (Grêmio)
•1990- Copa do Kuwait (Al-Qadsia)
•1990- Copa do Golfo (Kuwait)
•1991- Copa do Brasil (Crisciúma)
•1994: Copa do Brasil (Grêmio)
•1995: Campeonato Gaúcho (Grêmio)
•1995: Copa Libertadores (Grêmio)
•1996: Campeonato Gaúcho (Grêmio)
•1996: Recopa Sulamericana (Grêmio)
•1996: Campeonato Brasileiro (Grêmio)
•1998: Copa do Brasil (Palmeiras)
•1998: Copa Mercosul (Palmeiras)
•1999: Copa Libertadores (Palmeiras)
•2000: Torneio Rio-São Paulo (Palmeiras)
•2001: Copa Sul-Minas (Cruzeiro)

 

Futebol
Este homem vai trazer o penta?
Disciplinado, rigoroso e emotivo, o técnico Luiz Felipe Scolari coleciona histórias que permitem apostar na vitória do Brasil na Copa

Tiago Ribeiro

 
Pioneiro
Como zagueiro do Juventude, no fim dos anos 70

A seleção brasileira que pisará no gramado do Ulsan Munsu Stadium, na cidade coreana de Ulsan, na segunda-feira 3, às 6 horas da manhã no Brasil, terá o espírito aguerrido e solidário de seu treinador. Desde que assumiu o time, em 12 de junho de 2001, o gaúcho Luiz Felipe Scolari, de 53 anos, manteve-se fiel aos preceitos aprendidos ainda como zagueiro da equipe do Caxias, de Caxias do Sul. Lealdade, espírito de grupo, aplicação tática e forte marcação são doutrinas passadas por Felipão a seus 23 convocados, apelidados de “família Scolari”. Foi com essa mentalidade que o time goleou por quatro a zero a seleção malaia, no sábado 25, em Kuala Lumpur, em sua última partida preparatória. E é assim que o time de Felipão jogará a Copa em busca do pentacampeonato.

Para entender o “jeito Felipão de ser” é preciso contar um pouco sobre a história do treinador. Nascido numa colônia próxima à cidade de Passo Fundo, cidade conhecida como “terra de gaúcho macho”, Luiz Felipe cresceu admirando seu pai, o zagueiro Benjamin Scolari, já falecido, considerado um dos melhores beques do Sul do País na década de 40. “Mesmo sendo de uma família que tinha boas condições financeiras, ele sempre quis ser jogador profissional de futebol”, lembra Reni de Oliveira, o Gão, de 54 anos, antigo meia-atacante da equipe do Aimoré. Foi no modesto time da cidade gaúcha de São Leopoldo que Felipão realizou o sonho de jogar futebol profissionalmente. Defendeu o clube por cinco anos, de 1968 a 1973. “Dizem que ele era o ‘Rosca’, já que vez ou outra ele chutava mal a bola. Mas ele jogava muito bem. Nosso clube dificilmente perdia para o Grêmio ou para o Internacional”, defende Claudinei de Oliveira, o “Salvador”, de 53 anos, técnico de futebol e ex-companheiro de zaga de Felipão no Aimoré.

Já naquela época o treinador da seleção deixava transparecer uma de suas características mais marcantes: o espírito solidário. “Uma vez um goleiro nosso, o Pompéia, apareceu no treinamento chorando. Sua esposa estava doente e ele não tinha dinheiro. O Felipe, no vestiário, anunciou que daria o ‘vale’ dele para o Pompéia. Todos ficamos emocionados, e também demos nosso pagamento para o Pompéia”, fala Salvador. No ano seguinte, em 1974, Luiz Felipe transferiu-se de maneira curiosa para o time do Caxias, de Caxias do Sul. A equipe tinha a intenção de contratar apenas o meia Maurício, que jogava com Felipão no Aimoré. Como o técnico da seleção cuidava dos negócios do amigo, condicionou a ida de Maurício à sua. E lá ficou por seis anos, onde foi capitão e principal líder da equipe naquele período. “Felipão era um zagueiro à moda antiga, não perdia a viagem. Era muito difícil de ser driblado, cabeceava muito bem e tinha muito vigor físico”, lembra Paulo Cegato, de 51, ex-lateral do time de Caxias. “A equipe era dirigida pelo capitão Carlos Froner, que sempre foi a principal referência de treinador para Luiz Felipe Scolari”, fala Clóvis Duarte, ex-companheiro de Felipão no Caxias.

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