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03/06/2002

   
 
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Caso Pimenta Neves

 
Cristina Rufatto/Reprodução

Ele se achava o responsável por tudo que a ex-namorada possuía, desde emprego, salário e amigos. A cada rompimento, o diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Marcos Pimenta Neves pedia à colega de profissão e subordinada Sandra Gomide que ela devolvesse roupas, jóias, selas de cavalo e outros presentes.

O namoro durou quatro anos e, menos de um ano após a separação, Pimenta, 63 anos, tomado de ciúmes, matou Sandra com dois tiros. “Pensei em me vingar. Pessoas se ofereceram para matá-lo. Também pensei em fazer tudo com as próprias mãos”, diz o pai da vítima, João Gomide, 63 anos. “Mas é melhor que a justiça seja feita. Minha mulher não atende telefone, ficou um mês internada com problemas nervosos e ainda não está bem.”

“Fiquei com culpa. Não acreditava que ele fosse capaz”, conta João Gomide, pai de Sandra, morta pelo ex-namorado, o jornalista Antônio Pimenta Neves

Antes do crime, Pimenta tentara a reconciliação. Sem sucesso, demitiu Sandra do jornal e telefonava a amigos da imprensa para falar mal da ex a fim de que ela não conseguisse emprego. “Fiquei com culpa porque não acreditava que ele fosse capaz”, diz João. “Ele tomava café da manhã comigo, ligava e pedia para minha mulher rezar pela filha dele que estava com câncer. No mês seguinte, matou minha filha.” A notícia de que Sandra estaria se envolvendo com outro homem, segundo o livro da procuradora, foi a gota d’água para que Antônio Pimenta cometesse o crime.

A tragédia aconteceu em um haras em Ibiúna (SP), onde a jornalista costumava cavalgar. Quando ela chegou, Pimenta a esperava. Após uma discussão, os tiros foram disparados. Após o crime, Pimenta ficou internado porque ingeriu 72 comprimidos de Lexotan e Frontal (tranqüilizantes). Réu confesso, ficou preso até março do ano passado e aguarda julgamento em liberdade. A denúncia atribui a ele homicídio duplamente qualificado. “Que saudades do velho Pimenta. Era o símbolo do equilíbrio, mas descobri que não o conhecia completamente”, diz o amigo e jornalista Rodolfo Konder.

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EDIÇÃO 148
 
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