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Diversão & arte - Livros

03/06/2002

   
Divulgação
Lygia: cumplicidade com o leitor ao revelar suas memórias
 
 

 

 

 

 

 

Crônica
Durante Aquele Estranho Chá
A escritora Lygia Fagundes Telles mostra os bastidores da literatura em livro não ficcional

Paula Alzugaray


O comentário de Mário de Andrade sobre a inteligência de Carlos Drummond de Andrade. As confissões de Clarice Lispector sobre a previsão de uma cartomante. A pergunta cortante de Simone de Beauvoir: “Você tem medo de envelhecer?”. Em Durante Aquele Estranho Chá - Perdidos e Achados (Rocco, 208 págs., R$ 25), o leitor é conduzido aos bastidores do mundo literário. São 22 envolventes textos em que Lygia Fagundes Telles relata conversas com amigos escritores e reflete sobre o ofício e a vocação da escrita. A autora, que sempre brincou com os limites entre ficção e realidade, apresenta uma série de crônicas em que não usou a invenção. Apenas a memória.

Em seu primeiro livro de não ficção, a autora de Invenção e Memória (prêmios APCA 2000 e Jabuti 2001) revela a paixão e a dedicação que conduziram seus 50 anos de labuta literária. Nos textos garimpados em revistas e jornais pelo jornalista Suênio Campos de Lucena, Lygia desfaz mitos e mostra-se transparente para seu leitor. Responde a perguntas difíceis sobre os caminhos que percorre para escrever um conto, relembra as histórias de terror que inventou na infância, divaga sobre a escola dos poetas que morriam cedo.

O resultado compõe um fascinante retrato de Lygia, a ser lido em um só fôlego. Mas há momentos de perder a respiração como a narração do estranho fato que aconteceu antes de lhe ser comunicada a morte de Clarice Lispector.

Assumindo para com seu leitor um tom de total cumplicidade, Lygia confidencia o gosto pela frase “as glórias que vêm tarde já vêm frias” e afirma querer ser lida enquanto está quente. A escrita de Lygia, no entanto, nunca deixa de preservar o calor e a intensidade do momento. Leia enquanto está quente

 

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