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Celebridade

03/06/2002

   
por Dirceu Alves Jr.
   
Leandro Pimentel
Em 1980, Gilberto Gil fazia sucesso nas rádios com Não Chore Mais, versão para o clássico de Bob Marley No Woman, No Cry, gravada no disco Realce. Agora, 22 anos mais tarde, o cantor e compositor baiano, prestes a completar 60 anos, dedica um CD exclusivamente à obra
do ídolo jamaicano

Gilberto GilAE

Já tinha passado a época de Refazenda (1975) e Refavela (1977), discos que foram uma reviravolta na carreira de Gilberto Gil, trazendo-o de volta aos temas brasileiros, depois das reflexões de um exílio barra pesada. Em 1980, o cantor e compositor atingia uma de suas fases mais populares com o álbum Realce, aquele que, além da faixa-título, trazia Toda Menina Baiana e Não Chore Mais, versão de No Woman, No Cry, de Bob Marley. De trancinhas e vestindo batas indianas, Gil estava cuca fresca total. “Era exatamente a hora de respirar mais aliviado, com a ditadura saindo do poder. Levamos a fantasia e a criatividade mais adiante”, relembra o baiano, que garante não ter se incomodado quando parte da crítica acusou Realce de ser hedonista e alienado. “Qual era o problema?”, pergunta.

A paixão pelo reggae já tomava conta do artista. “Foi o último grande ritmo popular do século 20”, define. E, quando se fala em reggae, automaticamente fala-se de Bob Marley. Gil jamais conheceu o ídolo jamaicano. Quando estava em Los Angeles, em 1978, para a gravação do álbum Nightingale, com Sérgio Mendes, chegou a assistir a um show de Marley, mas, no final da apresentação, bateu aquela vergonha de fã e foi embora. Mais de 20 anos depois, às vésperas de completar 60 anos, Gil faz sua visita à obra de Marley no CD tributo Kaya N’Gan Daya, recém-chegado às lojas, e começa a percorrer os palcos do Brasil e do mundo. Humilde como ele só, Gil limita-se a interpretar as músicas do mestre, sem qualquer imposição autoral. Nem precisa. Em se tratando de Gil, a marca vem automaticamente.

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