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22/04/2002

   
 
Silvana Garzaro

“Eu deveria ter dito para meu namorado: ‘Faça a sua vida, depois a gente vê o que acontece."

 

Televisão
"A gente se apaixonou"
Fora da Casa dos Artistas, a atriz Cynthia Benini fala sobre o romance com o ator André Gonçalves e conta qual foi seu pior momento em 57 dias de confinamento

Juliana Lopes

 
 
Silvana Garzaro

“Tive um ciuminho lá dentro, mas agora não tenho esse direito”

O abraço de Cynthia Benini é tão forte que ela nem parecia ter passado, nas últimas 24 horas, por uma crise de choro. Bebeu champanhe com a família mas não digeriu os 57 dias que passou na Casa dos Artistas. Na noite de domingo, não dormiu. “São seis e meia da manhã. Quer dar uma corridinha no parque?”, um amigo convidou, na segunda-feira 16. E lá foi ela ao Ibirapuera, esquecendo de que é famosa. Agora quer comprar maquiagem, hábito que aprendeu com as meninas da casa, e assistir à fita do programa, para se ver dormindo. Aos 29 anos, com um currículo farto de modelo e atriz (participou de novelas da Globo, como Laços de Família e Malhação) e um namoro de dois anos “em suspenso”, Cynthia contou a Gente sua experiência no programa do SBT.

Qual a primeira coisa que você sentiu assim que abriu a porta de saída da Casa?
Senti uma solidão, sabia? Há um mundo aqui fora, mas criamos um vínculo forte lá dentro com as pessoas... Pôxa, eu fiquei dois meses lá dentro! É muita coisa. Aquilo vira a sua realidade. Sinceramente, em nenhum momento eu estava preocupada com os R$ 400 mil, mas eu estava querendo fazer parte daquela família lá dentro.

Como foi estar ao lado de pessoas que já eram famosas?
Nunca tive uma fama como teve a Suzana e a Joana, apesar de eu ter apresentado cinco programas de televisão, cinco novelas e ter feito centenas de comerciais. Achei interessante conhecer a outra face dessas pessoas. A Joana foi uma grande surpresa, é uma pessoa maravilhosa e completamente diferente da imagem da Feiticeira. Foi a minha amiga lá. Éramos muito desencanadas com as câmeras, não estávamos preocupadas em nos produzir por estar lá.

Vocês não tinham vaidade?
De uma maneira geral as pessoas estão muito tranqüilas em relação a isso. Mas lógico que depois que todo mundo sai da piscina vai tomar banho e se arrumar... É engraçado porque não temos a impressão de que estamos 24 horas no ar. Inventávamos, nos arrumávamos para sair, ir ao cinema ou jantar... E o domingo era um dia muito especial porque sabíamos que o Silvio ia estar lá, era uma representação do mundo externo. Deixávamos de usar roupas durante a semana só para colocar no domingo!

Qual o momento ruim que você não esquece?
Meu dia de TPM (Tensão Pré-Menstrual) há duas semanas. Acho que foi um dos motivos que levaram as pessoas a me tirar da Casa. Eu acordei mal-humorada. As pessoas têm direito a isso e eu tive a menstruação de 15 em 15 dias lá dentro, entendeu? Ainda tinha minha história com o André... Tudo isso foi juntando e aí lembrei que não podia dizer nada por causa das câmeras e microfone. Chorei no banheiro e fui para cama.

Você não tentou conversar com ninguém?
A Joana era a pessoa que eu tinha para conversar naquele momento, mas ela estava nos amores com o Vítor. Aí eu fui conversar com o André. E naquele momento não podíamos estar conversando porque eu não conseguia me expressar direito e o André acabou não entendendo nada. Isso me irritou. Aí eu fiquei nervosa, foi um dia marcante.

O que significou para você a relação com o André Gonçalves?
É... A gente se apaixonou, né? (risos) Por que eu tenho que dizer isso agora? (risos) Depois de falar tanto com as mãos, os olhos, algumas atitudes... Eu não achei que isso pudesse acontecer comigo. Talvez a melhor forma não fosse me segurar tanto lá dentro. Eu deveria ter dito para meu namorado: “Ah, você está na Nova Zelândia, faça a sua vida e depois a gente vê o que acontece”.

O que você acha do André?
Ele tem fama de namorador e nunca escondeu. Eu não sei porque a mídia ataca tanto ele, uma pessoa tão maravilhosa. Eu descobri uma pessoa interessante, maravilhosa, super aberta, muito próxima. A palavra não é “namorador”. Ele é uma pessoa muito intensa no que ele sente, eu o conheci muito lá dentro, sei de muitas histórias dele e ele sabe de muitas minhas. Ele se apaixona, sabe? Mergulha de cabeça!

Lá dentro você se sentia a namorada dele?
(Risos) Ai, na nossa realidade eu me sentia a namorada dele. Mas eu não poderia ser a namorada dele porque tinha uma pessoa aqui fora. Tinha muita vontade de ficar junto, mas não assumi o André totalmente porque achei que fosse a melhor maneira de preservar o Guilherme (o namorado de 21 anos de idade, cujo sobrenome ela não revela). Me podei demais lá dentro e era ilusão, porque todos viam nossos carinhos. Se meu namorado tivesse mandado recado terminando o namoro, como o namorado da Mariana Kupfer, teria sido muito diferente.

Você tem medo do que pode acontecer agora que o André continua lá?
Tive um ciuminho lá dentro. Mas agora não tenho esse direito. E não tenho medo nenhum porque o que rolou entre nós foi muito especial, muito bonito. Só vamos saber se vai acontecer alguma coisa daqui a um mês, mas o sentimento não muda. E nós não cortamos a nossa ligação (risos). Combinamos de nos encontrar aqui fora (risos).

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