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22/04/2002

   
Divulgação
Augusto de Campos: escultor da palavra e inspiração para Tom Zé e Caetano
 
 
 
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Foco
Clássico do concretismo está de volta

Cristian Avello Cancino


Tradutor de Mallarmé, Joyce e Pound, entre outros, Augusto de Campos (ou Seu Augusto, como é chamado por Tom Zé) não é um intelectual inacessível. Pelo menos não o que escreve poemas que estão no imaginário tropicalista, na “dura poesia concreta das esquinas” da cidade grande, matéria para a música de Tom Zé e Caetano. Viva Vaia (Ateliê Editorial, 256 págs.) é uma revelação.

Trata-se de uma coletânea de poemas criados por Augusto entre 1949 e 1979, contemplando sua produção no período pré e pós-concretista. Essa é a terceira edição de Viva Vaia. O primeiro tomo saiu em 1979 pela editora Duas Cidades. Em 1986 a Editora Brasiliense publicou uma segunda leva, mas, como diz o próprio autor, o Viva Vaia de agora é o mais completo, devolvendo a impressão cromática que havia no projeto gráfico original.

Desse modo, Viva Vaia aproxima o leitor ao universo concretista em toda sua extensão. Na atual edição há poemas “destacáveis”, trazendo poesia que se pode “pegar”. Eis uma premissa do movimento concreto – iniciado no final dos anos 50 – a ser respeitada. O concretismo procurava rearranjar as palavras em estruturas gráfico-espaciais, abandonando a sintaxe original. Era um esculpir com palavras. Viva Vaia traz ainda um CD com poemas musicados por Cid Campos, filho do escritor. Uma raridade, já que os poemas foram musicados originalmente para o CD Poesia É Risco, hoje fora de catálogo.

 

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