08 de novembro de 1999
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Trabalho

Carla Marins de caso com a tevê
Atriz volta às novelas em Vila Madalena, depois de dedicar-se dois anos a cursos de intepretação e ao marido, um empresário 17 anos mais velho que ela

Viviane Rosalem

Foto: André Durão

Há dois anos, a atriz Carla Marins inspirou o cantor e compositor Luiz Melodia a compor "Morena da Novela", música que incluiu no CD 14 Quilates. Apesar da homenagem, a atriz estava afastada há dois anos das telenovelas - a última em que atuou foi A Indomada, em 1997, que atualmente está sendo reprisada pela Rede Globo. Carla, de 31 anos, retorna ao vídeo nos próximos dias em Vila Madalena, da Rede Globo. Nesse período em que esteve longe, ela se casou com o economista e empresário Ulisses Arruda, 48 anos, e diz que não cogitou de abandonar a carreira. "Apenas dei preferência à minha vida pessoal."

O retorno já vinha sendo ensaiado com as participações que fez recentemente no seriado Mulher e no humorístico Zorra Total. Antes disso, Carla viajou de férias para a Itália e se mudou com o marido para São Paulo, onde se dedicou a fazer cursos de interpretação. Desde 1987, quando entrou na Globo na novela Hipertensão, era vista regularmente no ar. Ela tem em seu currículo atuações em Bambolê, Pedra sobre Pedra, Tropicaliente e História de Amor, entre outras novelas, e uma comentada participação no clipe Garota Nacional, da banda mineira Skank.

Carla confessa que os dois anos longe do vídeo foram importantes para viver algo inédito na sua vida: o casamento. "Namorei muito, mas nunca havia me apaixonado tanto por alguém." Ela conheceu o marido no fim de 1997, quando decidiu procurar uma cobertura mais ampla para morar. Acabou comprando o imóvel que pertencia a Ulisses. Negócios à parte, os dois começaram a sair, se apaixonaram e, em janeiro de 1998, passaram a dividir o mesmo teto. "Como não estava trabalhando e nada me prendia ao Rio, fui para São Paulo", conta ela, que não se desfez do imóvel na capital fluminense. No início do namoro, Carla se assustou com a diferença de idade entre ela e o economista e, principalmente, com o fato de ele ter uma filha adolescente, Joana, hoje com 16 anos. Mas se entrosou perfeitamente com ele e a família. "Ele se identifica muito comigo e não encontrei barreiras em nosso relacionamento", comenta.

Carla ganhou maturidade com o casamento, mas o "grande divisor de águas" de sua vida, segundo ela, foi aos 27 anos, quando perdeu o pai, assassinado dentro da casa dela, vítima de um assalto. Na época, em fevereiro de 1994, Carla estava estudando teatro em Paris, quando soube da tragédia. Ficou muito abalada, e só conseguiu retornar ao Brasil para se despedir do pai na missa de sétimo dia. "Aprendi a ser forte, até mesmo para ajudar minha mãe e meu irmão, amadureci e me tornei uma pessoa mais espiritualizada", revela. "Sou católica, não me converti a outra religião, mas li vários livros sobre espiritismo e hinduísmo para tentar encontrar uma resposta para o que acontecera", lembra. Um trecho do livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, define sua atual filosofia de vida. "O verdadeiro progresso do ser humano é o progresso moral, porque o resto é acumular bens", enfatiza. Isto a estimula a estar sempre bem humorada. "Ler e ir ao cinema são meus programas favoritos", diz.

Envie esta página para um amigoCom o corpo, Carla revela ter um cuidado especial. Atualmente, faz ginástica ou caminhadas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. "Não consigo ficar parada", explica. Quando criança, fez sete anos de balé clássico. Em 1991, teve aulas de trapézio e acrobacia na Escola Nacional de Circo do Rio. Há cinco anos, durante os meses em que morou em Paris, a atriz freqüentou uma escola de mímica dramática. Tudo isso será útil a ela em 2000, quando pretende voltar ao teatro com o espetáculo Tatuagem. A peça abordará o incesto. "É importante mostrar nos palcos temas que fogem da comédia ou dos assuntos superficiais", diz. Pouco importa a ela se o assunto não seja de interesse do grande público, que costuma ir ao teatro em busca de diversão. "Nós, atores, não podemos ter o compromisso de atuar apenas em função da bilheteria, dando só um tipo de divertimento para o povo", enfatiza. "Não me incomodo de representar para uma platéia de 50 pessoas. Sou atriz e valorizo os trabalhos mais interessantes", justifica.

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