08 de novembro de 1999
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Negócios agitam as ondas da rede
Contratações milionárias e investimentos pesados revelam briga de cachorro grande na Internet

Foto: Bel Pedrosa/Folha Imagem

Vista com desdém pelos investidores até pouco tempo atrás, a Internet converteu-se, nos últimos meses, em objeto do interesse de pesos-pesados do empresariado paulista. O último lance a sacudir o setor foi feito pelo banqueiro Jorge Paulo Lehman (ex-Banco Garantia). A GP Investimentos, criada por Lehman para atuar na rede de computadores, contratou para dirigir a área de sites o jornalista Matinas Suzuki Jr. - que deixou a direção da Editora Abril em troca de um salário digno de um popstar. Enquanto isso a ZipNet, provedora de Marcos Moraes (filho do empresário Olacir de Moraes), entra de sola no efervescente mercado das home pages. A empresa já assinou contrato para fazer a página do arquiteto Oscar Niemeyer e está ultimando negociações com o fotógrafo Sebastião Salgado, o dramaturgo Mário Prata e as atrizes Regina Duarte e Marieta Severo. E continua de olho gordo em Jô Soares. Antes mesmo de bater o martelo, a ZipNet já escolheu o webmaster que vai produzir as páginas: é Wagner Homem, o "Cachorrão", autor do premiado site de Chico Buarque, vencedor do IBest de 1998, considerado o Oscar da rede no Brasil.

A opção Erundina

Uma operação política que vem sendo montada em sigilo pode mudar o cenário das eleições para a Prefeitura de São Paulo no ano que vem. Começa a tomar consistência no PMDB a idéia de apoiar a candidatura da deputada federal Luiza Erundina (PSB). Depois de transferir seu domicílio eleitoral de Campinas para São Paulo para disputar ele próprio o cargo, o ex-governador Orestes Quércia parece seduzido pela idéia de apoiar Erundina em troca da indicação do vice na chapa da ex-prefeita. Embora nunca tenha vencido uma eleição na capital, o PMDB mantém seus 12% históricos - índice que, somado ao cacife pessoal de Erundina, é suficiente para azedar a liderança de Marta Suplicy nas pesquisas.

Efeitos especiais

Irritados com a ousadia de Guilherme Fontes, que captou R$ 6 milhões para filmar Chatô, o Rei do Brasil, os chefes da panela de cineastas que controlam o setor desde a Embrafilme pegaram pesado. Com mãos de gato, induziram a imprensa a mover contra Fontes uma campanha de linchamento, insinuando (afirmar não podiam, porque dá processo) que houvesse irregularidades na prestação de contas da produção. Até o Ministério da Cultura engoliu a lorota, restringindo, através da Circular 230, o acesso de estreantes ao mercado - que agora está reservado aos "experientes". Salvo um solitário artigo do roteirista Alexandre Lydia, publicado no JB, nenhuma voz se levantou em defesa do jovem diretor. Obrigado à humilhação de ter que pedir à Comissão de Valores Mobiliários um "nada consta", ele agora exibe a certidão negativa da CVM para quem quiser ver. Ninguém se interessou pelo papel. Nenhum jornalista, pelo menos.

 

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