08 de novembro de 1999
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A última graça de Paulo Gracindo

Foto: Edu Lopes

Um mistério rondou a redação de Gente na semana de Finados: onde repousa o ator Paulo Gracindo, o Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, que passava os dias na novela O Bem Amado à procura de alguém que pudesse inaugurar sua maior obra, o cemitério da cidade?

Gracindo, falecido em 4 de setembro de 1995, era um dos ilustres personagens que iria figurar numa homenagem da revista aos brasileiros que nos deixaram. Na véspera de Finados, o repórter fotográfico Kiko Cabral, 29 anos, foi ao São João Batista, no Rio de Janeiro, para obter uma imagem do túmulo do ator. Andou, andou e... nada. Kiko achou então um funcionário que disse ter estado presente ao enterro. Tornou a andar, andar e... nada. Paulo Gracindo, o nosso Odorico Paraguaçu, estava desaparecido.

Na volta à redação, a curiosidade ficou ainda mais aguçada. Coube então à repórter Rosângela Honor tentar obter, com a família, uma informação que esclarecesse o mistério. Rosângela explicou o caso ao ator Gracindo Júnior, filho de Paulo. Ele não sabia precisar o local do jazigo, mas se prontificou a consultar uma irmã. Mais uma vez, nada. Havia, finalmente, uma segunda irmã que, certamente, teria a informação exata. Ela cuida dos papéis da família, mas por um lance do destino, viajou e não pôde ser localizada. Paulo Gracindo, o imortal prefeito de Sucupira, tinha acabado de pregar sua última peça, tornara a fazer rir com uma derradeira ironia.

Ele é a ausência mais sentida na reportagem-lembrança, coordenada pelo editor-assistente Cesar Taylor. Aos 34 anos, Cesar é o responsável pela seção Tributo, que semanalmente relata as histórias de pessoas que partiram, deixando para trás obras e ações que marcaram seus nomes. Na semana passada, ele foi ao Cemitério do Morumbi, em São Paulo, onde estão Ayrton Senna e Elis Regina, coordenou imagens de celebridades espalhadas por várias capitais do Brasil e preparou a homenagem publicada na reportagem rep_finados.htm. Como todo bom repórter, encerrou sua reportagem com uma única queixa: tinha um material mais rico e interessante que as páginas da revista puderam abrigar.

Luciano Suassuna
Diretor de Redação

 

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