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04/02/2002

CAPA

Fez a barba e foi para a cadeia
Surpreendido por policiais na manhã da sexta 25, Marcos de Magalhães Pinto, herdeiro do Banco Nacional, tomou um banho e proibiu visitas das mulheres da família à prisão

Luís Edmundo Araújo e Vivianne Cohen; Colaborou Cecília Maia, de Brasília

Prensa Três
José de Magalhães Pinto revista à tropa em 1964

Eram 6h50 da sexta-feira, 25 de janeiro, quando o advogado Sérgio Bermudes foi acordado pelo toque do telefone de sua casa, no Rio de Janeiro. Do outro lado da linha, o amigo e um de seus principais clientes, o ex-banqueiro Marcos Catão de Magalhães Pinto, 66 anos, pedia orientação para lidar com um problema até então inimaginável. Três policiais federais estavam na porta de sua mansão, na Gávea, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro, com ordens para levá-lo dali preso. A surpresa do ex-banqueiro, que tinha sido acordado pela chegada dos policiais, às 6h30, pode ser traduzida pelo rápido diálogo com o advogado:

– Sérgio, a polícia está aqui na minha casa. O que eu faço?
– Receba os policiais normalmente, que eu vou ligar para o Nélio (Nélio Machado, advogado criminalista que defende Marcos junto com Bermudes).
– Mas eu posso tomar banho e fazer a barba?
– Claro que sim. Pode ficar tranqüilo.

A chegada de Nélio Machado à casa de Marcos, no entanto, não evitou a prisão do ex-banqueiro, decretada pelo juiz federal Marcos André Bizzo Moliari, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Acusado por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e prestação de informações falsas no escândalo financeiro que levou à intervenção do Banco Nacional, em 1995, e deixou um rombo de US$ 9 bilhões assumido pelo Banco Central, Marcos foi condenado em primeira instância a 28 anos de prisão. Ainda segundo a sentença de Moliari, o ex-banqueiro terá de pagar uma multa de R$ 10,764 milhões aos cofres públicos. Junto com o herdeiro do memorável político mineiro José de Magalhães Pinto, também foram presos outros sete ex-executivos do Banco Nacional (leia quadro).

Fábio Motta/AE
A condenação de Marcos de Magalhães Pinto marca o ocaso de uma das mais influentes famílias do Brasil, que viveu seu melhor momento com o patriarca José de Magalhães Pinto, maior líder civil do movimento militar de 1964

Há 31 meses como titular da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, o juiz Marcos André Moliari, 33 anos, analisou durante três meses os mais de mil volumes do processo do Banco Nacional.

O processo do Nacional é o de maior repercussão da carreira meteórica de Marcos, iniciada em 1994, como advogado da Petrobrás. Em 1997, foi aprovado para o cargo de juiz estadual, função que exerceu por apenas sete meses, até ingressar na magistratura federal. Acusado pelos advogados dos réus de querer aparecer com a sentença, o juiz é enfático ao se defender. “Se o processo tem essa repercussão toda é por força dos fatos, que falam por si, não por minha causa”, afirma o juiz.

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