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LOBÃO

28/01/2002

“Não peguei aids por sorte”
O cantor lança disco, critica Lulu Santos e Gilberto Gil, narra sua viagem ao mundo das drogas e do sexo livre e conta que se tornou amigo de bandidos quando esteve preso

Vivianne Cohen

Leandro Pimentel

“Eu fumo maconha. Tenho 44 anos e leio proficuamente. Vão dizer que tenho menos neurônio do que alguém? Quero ver”, provoca Lobão, que há dez anos deixou a cocaína

Não é difícil definir João Luís Woerdenbag, o Lobão. Ele é arrogante, egocêntrico, esnobe. A melhor definição, contudo, parte do próprio. “Sou um traidor”, diz. Ex-baterista e um dos fundadores da Blitz, largou a banda no auge em 1982 para seguir carreira solo. Quatro anos mais tarde, fez do disco O Rock Errou uma crítica à sua geração, que marcou o rock nacional. Na vida familiar, saiu de casa aos 17 anos brigado com o pai – e até hoje pouco se falam – e prefere ficar perto dos sobrinhos e não da filha, Júlia, 13 anos, fruto de um relacionamento passageiro. “Só nos vemos a cada quatro anos”, diz ele, casado há 11 anos com Regina Lopes. Lobão só não trai o que pensa. Aos 44 anos, continua firme em sua propalada cruzada contra as gravadoras. Fundou sua própria gravadora, a Universo Paralelo Records, e acaba de lançar o CD Uma Odisséia no Universo Paralelo, gravado ao vivo (leia resenha). O disco será vendido em bancas após a bem-sucedida trajetória de A Vida É Doce (100 mil cópias), seu trabalho anterior. “Vou vender mais de 300 mil discos”, aposta.

Você sempre criticou os discos ao vivo. Por que resolveu lançar um?
Sou amplamente reconhecido pelo meu trabalho na década de 80, mas tenho que afirmar o da década de 90, porque ele foi boicotado, exilado. Então é mais do que natural fazer um disco ao vivo, que tem um apelo maior em termos de vendagem, botar a R$ 11,90 e colocar duas inéditas para tocar. Vou mandar um CD autografado para as rádios. Não posso me ouvir no rádio. Isso prova que no Brasil não há liberdade de expressão. Estou jogando xadrez com esses caras desde que foi lançado o A Vida É Doce e esse aqui é meu xeque-mate. Agora, tá todo mundo esperando que toque. A maioria dos discos é cerceada pelas gravadoras. Há artistas, principalmente os mais novos, que sofrem ingerência direta para mudar o repertório. Estou lutando contra isso, não contra o disco ao vivo. Estou numa guerra.

Por que você não aderiu à campanha das gravadoras contra a pirataria?
Tem maior pirataria do que um disco custar 20 reais sem estar numerado e o artista ganhar cinco centavos e ser expulso da gravadora se não vender o que eles querem? Roubam o público, o artista e vão para a televisão pedir cuidado com a pirataria. Sou contra a pirataria, senão não teria disco numerado. Mas as gravadoras não têm controle sobre quantos discos foram vendidos. Falar disso no Brasil é tabu. Os meus discos são numerados. Quer acabar com a pirataria? Abaixe o preço do CD porque ninguém gosta de comprar disco pirata. O cara compra porque está sem dinheiro. Mais cínico ainda é ver grandes medalhões como o Gilberto Gil fazendo essas campanhas. Em 1987, eu e o Paulinho da Viola formamos um grupo para numerar os discos. Em 1998, você vê aqueles mesmos artistas indo para o lado oposto. Mas as gravadoras não podem baixar por causa dos jabás das rádios. Um disco meu em banca custa R$ 11,90 e o da Abril, R$ 19,90. Por quê? Qual o custo maior? Claro que não vendeu bem, R$ 19 é burrice.

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