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17/12/2001

MÚSICA

RINALDO E LIRIEL
Dupla lírica nas paradas

Lançada por Raul Gil, a dupla de cantores que nunca havia estudado música vendeu 250 mil cópias com disco de clássicos de ópera

Edwin Paladino

Silvana Garzaro
“Depois da onda do axé e do pagode, as pessoas querem música de qualidade”, acredita Liriel

A dupla se conheceu nos bastidores da Record. Era agosto e a jovem Liriel, 20 anos, desempregada, apresentava-se no quadro de calouros do Programa Raul Gil pela oitava semana consecutiva cantando uma música do século 17. Era a realização de um sonho. A moça, que se chama Raquel e aos 17 anos criou esse nome artístico – fusão da palavra lírico com Raquel –, sempre quis ser cantora de óperas. Rinaldo, 22 anos, mecânico, preparava-se para interpretar uma canção de Puccini, compositor italiano do século 19. A primeira performance de Rinaldo, que descobriu o canto lírico na adolescência, encantou a platéia. Tanto que a produção do programa sugeriu um duo na apresentação seguinte. Juntos, cantaram How Can I Go On, sucesso na voz de Freddy Mercury e Montserrat Caballé. Estava selada a parceria que resultou no CD Romance, lançado pela Warner. O disco, uma compilação de clássicos da música erudita, chegou às lojas no início do mês e atingiu a marca de 250 mil cópias vendidas.

Rinaldo Viana e Liriel Domiciano querem seguir os mesmos passos do cantor Robinson, sucesso do quadro de calouros de Raul Gil que se tornou um fenômeno de vendas no mercado fonográfico. Contratado pela gravadora Warner, Robinson lançou Anjo e em apenas um mês vendeu 400 mil cópias. Ao contrário do estilo popular de Robinson, eles querem conquistar o público como cantores líricos. “Depois da onda do axé e do pagode, as pessoas querem música de qualidade”, acredita Liriel, cujo último emprego foi numa drogaria em São Paulo. O “padrinho” Raul Gil está todo prosa. “Eles são dois anjos que cantavam separados e Deus uniu no altar do meu programa”, diz o apresentador. A dupla tem 15 shows marcados em janeiro por todo o Brasil.

Os dois têm trajetórias parecidas. De origem humilde, ambos estudaram até o segundo grau, descobriram a vocação no coro de igrejas evangélicas – ele na Batista e ela na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas nunca estudaram música. “Aprendemos de ouvido”, diz Rinaldo. Ele e Liriel hoje se aprimoram no inglês e espanhol, além de freqüentar duas vezes por semana as aulas de canto da Universidade Livre de Música, em São Paulo. O dom de Rinaldo e Liriel foi avalizado pela professora Myrian Daueslsberg, titular da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em música lírica, para quem a Warner mandou o CD da dupla. “Rinaldo e Liriel são talentosíssimos e estão sendo lapidados como dois diamantes raros”, diz ela.

Até brilharem na Record, eles bateram à porta, separadamente, de várias emissoras. Procuram a Gazeta e a Globo, sem sucesso. Na Bandeirantes, Liriel cantou no H, antigo programa de Luciano Huck. “Mas não foi ao ar, cantei na hora do intervalo”, lembra. Rinaldo teve mais sorte. Entoou uma canção do tenor italiano Enrico Caruso, no programa do Ratinho. “Ganhei R$ 300 pelo número”, lembra. Fã de bandas como Iron Maiden, Led Zeppelin e Deep Purple, Rinaldo descobriu a ópera num disco de rock. Aos 14 anos, comprou um CD dos Raimundos e tornou-se fã da música “Selim”, cujo refrão lembra uma ária. Sua segunda paixão no estilo foi uma música do U2 cantada em duo com o tenor Luciano Pavarotti. Liriel conheceu a música lírica pelas canções de Maria Callas que sua mãe ouvia no rádio. Em seu aparelho de som, porém, são divas como Mariah Carey, Whitney Houston e Glória Stefan que dão o tom. “Sou pop”, diz a cantora.

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