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19/11/2001

TURFE

JORGE RICARDO
O rei dos baixinhos
O carioca atinge a marca de oito mil vitórias em
corridas de cavalo e se transforma no maior jóquei
em atividade na América Latina

Eduardo Minc

Fotos: André Durão
Ricardinho, que já teve de comprar roupas em lojas de moda infantil, brinca na pista do Jóquei Clube do Rio de Janeiro

Piloto de autorama, salva-vidas de aquário, pintor de rodapé e bananinha. Estes foram alguns dos apelidos que acompanharam a infância de Jorge Ricardo, 40 anos. Com 1,61m “e meio”, que faz questão de dizer com orgulho, Ricardinho reina absoluto no turfe nacional e cada vez que entra no Jóquei Clube, zona sul do Rio, com seu BMW, os funcionários só falta lhe fazerem reverências. E não é para menos. Afinal, J. Ricardo conquistou recentemente a marca histórica de oito mil vitórias. O jóquei é no momento o maior vencedor da América Latina e o segundo do mundo entre os jóqueis em atividade. Perde apenas para o panamenho Laffit Pincay, que corre nos Estados Unidos e detém a marca de 9.230 vitórias. Esta marca, Ricardinho garante que ultrapassa em cerca de cinco anos. O que ele assegura não passar nunca é a paixão pelos cavalos. “Se eu brigar com a minha mulher é capaz de eu não ir dormir no sofá da sala e sim na cocheira”, arrisca.

Além da mulher, o jóquei dedicou a vitória de número oito mil, conquistada no sábado, 13 de outubro, à família: “Estava ansioso e quando cruzei em primeiro, disse para mim mesmo: ‘Ufa, até que enfim’”, lembra. Mas não esquece que deve aos pais, o ex-jóquei Antônio Alfredo Ricardo e a mãe, a dona de casa Maria Possamai Ricardo, o que conquistou até hoje. Em 25 anos de carreira, nem todos os dias foram de glórias. Ele não esquece uma corrida em que o cavalo caiu na pista e o lançou contra uma grade de arame. Ricardinho entrou em desespero ao ver o braço esquerdo coberto de sangue. “Levei pontos profundos e o médico disse que não rompi o tendão por pouco. Seria o fim da carreira”, relembra, mostrando a cicatriz. Locutor oficial do Jóquei Clube há 35 anos, Ernâni Pires Ferreira narrou a principal vitória de Ricardinho, e na reta final pediu para o público aplaudir de pé o melhor jóquei do País. “Ele lembra expoentes como Pelé e Zico. É dedicado, de bom coração e honra a profissão”, diz.

Em seu apartamento, na Gávea, zona sul carioca, que divide com a terceira esposa, a estudante de publicidade Rosana Coury, 26 anos e 1,56m, os cavalos estão por toda a parte. Decoram chaveiros, toalhas e estão espalhados pela sala na forma de livros, além de estarem estampados em um quadro na parede do corredor que dá acesso aos quartos. Vaidoso, ele admite que seu ponto fraco são as roupas. Só gosta de usar peças de grife, mas se diverte ao contar que às vezes encontra dificuldades no tamanho. “Minha mulher já comprou roupas para mim em loja infantil e morreu de vergonha quando lhe perguntaram se era para o filho dela”, conta.

Considerado o Ayrton Senna do turfe pela crítica especializada, Ricardinho pode ser considerado um bom investimento em tempos de crise. “Domingo cedo é uma chuva de amigos apostadores me ligando para saber quais as barbadas do dia”. Mas, como prever o futuro não é o forte do jóquei, nem sempre ele acerta. Nestes casos tem de ouvir os desaforos dos mesmos colegas no final das corridas. “A rapaziada diz que eu não estava com nada e que meus pangarés só fizeram eles perderem dinheiro”, brinca o jóquei.

Quanto à rotina, Ricardinho garante que treina duro, seis vezes por semana, das cinco da manhã às nove da noite. Quando não corre de quarta a sábado, fica no Jóquei preparando os cavalos. O mais difícil para ele é manter-se no peso ideal, ainda que não tenha tendência a engordar. “Às vezes fica difícil saber quem come mais alface: eu ou o cavalo”, diverte-se.

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