25 de outubro de 1999
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Artes Cênicas - Foco

Mosaico cigano
Centro Cultural Hélio Oiticica - RJ

Paula Alzugaray

Foto: DIVULGAÇÃO

Os quatro cantos do mundo cigano se encontram a partir da quarta-feira 27 nos palcos de São Paulo. Canto flamenco, fanfarra indiana, orquestras dos Bálcãs e músicas das planícies do leste europeu são algumas das surpresas trazidas este ano para o 8.º Festival Internacional de Artes Cênicas (Fiac), que tem como tema a diáspora cigana. “Existem manifestações artísticas ciganas no mundo todo, mas nosso critério de seleção foi a qualidade profissional dos grupos”, diz a idealizadora Ruth Escobar.

Das artes ciganas, o flamenco espanhol - tingido pelas tradições mouras e cristãs - é sem dúvida a mais difundida no mundo. Construídas sobre um sapateado enérgico e uma batida acompanhada por palmas, dança e música flamencas serão representadas pela Companhia Eva La Yerbabuena, da Andaluzia, e pelo visceral cante jondo (canto fundo) de Carmen Linares. Pode ser também muito interessante conhecer um parente do flamenco que vive na Hungria. São os cantos Olah, com técnicas vocais graves e guturais semelhantes aos lamentos árabes. O estalar de dedos auxiliado pelo uso de colheres, castanholas e suas variações, como os kartals, também são uma característica cigana. O grupo Divana, da Índia (tida como a terra original dos ciganos), reúne instrumentos de corda de crina de cavalo e kartals em um espetáculo musical quase circense, com marionetes e encantadores de serpentes. A acrobacia também faz parte da performance dos Músicos do Nilo, que vêm diretamente do Egito. Também da Índia, chegam os 16 músicos da Fanfarra de Bijapur, que, como as fanfarras ciganas dos Bálcãs, fazem a música oficial das festas de casamento, batizados, enterros e colheitas. Criadas durante o século 19, imitando as orquestras militares turcas, as fanfarras ciganas executadas com acordeão, trompete, clarineta, tuba e até violino distorcem a estrutura tradicional do gênero. Quatro belíssimos exemplos poderão ser conferidos no Fiac deste ano, entre eles o Taraf de Haidouks, da Romênia, e a Orquestra de Casamentos e Funerais, do bósnio Goran Bregovic - este último, autor das trilhas dos dois clássicos do cinema de temática cigana: Tempo de Ciganos (1989) e Underground (1995), de Emir Kusturica. Talvez a maior surpresa do festival não venha de longe, mas de Três Pontas, em Minas Gerais. Trata-se do compositor Wagner Tiso, descendente de uma tribo nômade da Ucrânia. Esta será a primeira vez em que Tiso, que se iniciou no acordeão aos 4 anos, fará um espetáculo sobre as histórias ciganas de sua família.

De 27 de outubro a 4 de novembro - Teatro Municipal, Sesc Vila Mariana, Sesc Pompéia, Sesc Belenzinho, Sala São Paulo, Sesc Interlagos, Sesc Carmo, Sesc Santo Amaro

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