25 de outubro de 1999
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Música - Pop Rock

Hours...
David Bowie (Virgin)

Um artista pode envelhecer, mas sua obra - quando é grandiosa - não fica datada, como se bebesse, de tempo em tempo, doses regulares de modernidade. A música de David Bowie é o tipo de arte atemporal, mesmo que alguns projetos do artista lançados nas décadas de 80 e 90 só contribuam para comprometer tudo de brilhante que realizou nos anos 60 e 70.

Pela instabilidade que marcou seus discos mais recentes, Hours..., o novo álbum do camaleão do rock, vem redimi-lo dos eventuais equívocos cometidos.

Com melodias soturnas e sedutoras, Bowie tece uma malha sonora melancólica - em arranjos que privilegiam sua voz e as cordas da criativa guitarra de Reeves Gabriel, reforçando o hábito do cantor de destacar o guitarrista que o acompanha. Já aconteceu com Robert Fripp (que trabalhou com Bowie entre 1977 e 1979) e Adrian Belew (década de 80). Agora é a vez de Reeves Gabriel, que dosa suavidade (“Something in the Air” e “Survive”) e peso (“The Pretty Things are Going to Hell”) nas medidas exatas, devolvendo à guitarra - instrumento tão em baixa na era eletrônica - a força embrionária do pop rock.

Lançado simultaneamente na Internet pelo formato MP3, Hours... vai virar trilha sonora de um videogame que será lançado em fevereiro. Ironicamente moderno, o disco marca a volta de David Bowie à velha forma. Suas canções transmitem um aroma de nostalgia e a certeza de que a voz rouca do cantor - sem a mesma técnica de outros tempos - é única em interpretação e sentimento. (R.Z.)
Sabor nostálgico

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