25 de outubro de 1999
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Exposição - Arte

Nuno Ramos
Centro Cultural Hélio Oiticica - RJ

Ligia Canongia

Foto: DIVULGAÇÃO

Nuno Ramos é um dos artistas paulistas mais conceituados da atualidade. Começou sua trajetória nos anos 80, unindo-se a um grupo de pintores conhecido como Casa 7. Foi o período em que os artistas tentavam resistir aos extremos da arte conceitual da década anterior e que constituiu o boom mundial da pintura. Logo, a pintura de Nuno assumiria feições alegóricas, com a superfície invadida por volumes monumentais. E ele não se resumiu ao gênero, avançando para a escultura, a fotografia e as instalações, como 111 (1992), uma alegoria da chacina dos presidiários do Carandiru, em São Paulo. Sua obra ganhou notoriedade internacional e logo se projetou em eventos do porte da Bienal de São Paulo (participou de três) e da de Veneza. Nesta última, exibiu em 1995 uma gigantesca escultura de alumínio, Craca, que teve a sorte de não ser instalada no píer do MAM do Rio, como era seu destino - o píer foi destruído por uma ressaca.

O artista está realizando uma retrospectiva no Centro Cultural de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, até 27 de novembro, e é o primeiro de sua geração a ter uma avaliação pelo conjunto da obra. Estão presentes trabalhos que perfazem 15 anos de produção, mostrando a diversidade de meios e matérias que abarcou, e sua permanente inquietação com os limites entre a forma e o informe. Na mostra está, por exemplo, o surpreendente livro-objeto Bala, em que Nuno Ramos perfurou 800 páginas em branco com a trajetória de um tiro. Aqui é representada ainda a passagem, o caminho percorrido no tempo, que deixa sua impressão no papel, como numa gravura.
Diversidade visual

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