25 de outubro de 1999
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O Sexto Sentido
Bruce Willis, Haley Joel Osment, Toni Collette

Marina Person

Chega aos cinemas de todo o Brasil neste fim de semana um páreo duro para o “blockbuster” A Bruxa de Blair. Não tão alardeado quanto o independente, mas tão arrepiante, assustador e surpreendente quanto. Sexto Sentido é tudo isso, pode ir sem susto. Ou melhor, susto é o que não vai faltar. Mesmo quem não acha filmes de terror muito mais divertidos que o trem-fantasma do parquinho vai recuperar a fé no gênero, que, antes dessas duas estréias, realmente andava meio desgastado.

Essa é a história de um psicólogo infantil, Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis, Armageddon), que trata de um garoto de 8 anos, Cole Sear (Haley Joel Osment, o Forrest Jr. de Forrest Gump). Além de problemas emocionais, o menino tem um comportamento psicótico e constantemente aparece com ferimentos no corpo. Os sintomas são muito semelhantes a um outro paciente que Dr. Malcolm teve anos atrás. Infelizmente, esse tratamento terminou em tragédia e o médico sente que precisa ajudar Cole para se livrar do sentimento de culpa e evitar que as coisas acabem mal uma segunda vez.

O Sexto Sentido (que faturou quase US$ 250 milhões em bilheteria só nos EUA), tem um roteiro engenhoso e consegue ser imprevisível, qualidade rara para um filme hollywoodiano desse porte. É também um filme que, para causar surpresa, não engana o espectador, o que é muito comum. Não parece, às vezes, que o diretor inventou qualquer coisa de última hora, para dar uma reviravolta final, esquecendo que estávamos ali desde o começo do filme? Aqui a impressão que temos é que as dicas estavam todas lá e nós é que não percebemos.

Além disso, a atuação de Haley Joel Osment já vale o filme. O garoto, do alto dos seus 11 anos, dá um show de interpretação, cheia de pequenas nuances. Não é fácil convencer o público adulto que você vê fantasmas nem que você tem uma personalidade paranóica ou psicótica. Dizem até que Haley corre o risco de receber uma indicação ao Oscar. Não duvide, ele merece. Bruce Willis também não fica atrás. Ele é um dos poucos atores que, ao dividir a tela com uma criança, não a trata com paternalismo. Mesmo porque, a estrela do filme é Haley Joel Osment, e ele sabe disso.
Imprevisível e aterrorizante

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