25 de outubro de 1999
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Irresistíveis pecados
(Brinde da edição 13 da revista IstoÉ Gente - Editora Três)

Lilian Amarante

Foto: LEANDRO PIMENTEL

Diz a fé que quem comete pecados, paga. Dizem os números que quem escreve sobre eles, lucra, e os seis livros da coleção Plenos Pecados (Editora Objetiva) estão aí para comprovar a tese. Há um ano e meio, desde o lançamento de Mal Secreto, de Zuenir Ventura, não há lista de livros mais vendidos que não inclua um ou outro pecado capital. Há duas semanas, com a chegada da preguiça e da avareza ao mercado - respectivamente Canoas e Marolas, de João Gilberto Noll, e Terapia, de Ariel Dorfman - são quatro os livros da série na lista dos mais vendidos de Gente. “Sabíamos que a coleção venderia bem porque os autores são ótimos e o tema é fascinante, mas o resultado superou as expectativas mais otimistas”, confessa a idealizadora do projeto, Isa Pessoa.

A euforia é compreensível. Quem diria que a gula, o pecado descrito em Clube dos Anjos, de Luis Fernando Veríssimo, venderia 70 mil exemplares? Que a luxúria, assunto de João Ubaldo Ribeiro em A Casa dos Budas Ditosos, venderia 20 mil livros em apenas um mês, num país onde se comemora sucesso editorial quando 10 mil exemplares chegam às mãos dos leitores?

Para o escritor e jornalista Zuenir Ventura, foi o calendário que reacendeu o interesse das pessoas por um assunto, digamos, não muito original. “O clima de fim de século, apocalíptico, tem tudo a ver com o pecado e faz as pessoas se interessarem pelo assunto”, diz Zuenir. No caso da inveja, 60 mil se interessaram.

José Roberto Torero, autor do livro sobre a ira, que já vendeu 35 mil exemplares, completa: “A coleção tem um projeto gráfico atraente e há também a síndrome de colecionador do brasileiro”. O apocalipse, a síndrome ou o texto ágil, não importa. O fato é que os dois livros mais recentes da série tiveram suas edições esgotadas em apenas uma semana e o derradeiro pecado, a soberba, vira livro no ano que vem, pelas mãos de Tomas Eloi Martinez.

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