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27/08/2001

CARREIRA

NANA CAYMMI
“Pensei que me aposentaria aos 50”
Depois de ganhar disco de ouro, a cantora lança CD aos 59 anos e, com 11 casamentos desfeitos, diz que hoje prefere ficar sozinha para cuidar do filho

Luis Edmundo Araújo

Fotos: André Durão
“Tive que matar um jardim zoológico por semana para provar que cantava bem”, diz Nana, que é filha de Dorival Caymmi, irmã de Dori e Danilo

Consagrada pela crítica em 40 anos de carreira, a cantora Nana Caymmi nunca foi campeã de vendas. Isso até o ano passado, quando seu último trabalho pela EMI, Resposta ao Tempo, recebeu o disco de ouro, com 130 mil cópias vendidas. Lançando seu primeiro CD pela Universal, Desejo, a filha de Dorival Caymmi diz ter feito as pazes com o mercado fonográfico que rejeitava, e confessa que não esperava chegar aos 59 anos como aposta de uma grande gravadora. Mas Nana continua a mesma. É com bom humor que fala de seus 11 casamentos, o último e mais longo deles com o músico Cláudio Nucci, ex-integrante do Boca Livre. A relação durou cinco anos e terminou em 1986. A mãe de Estela, de 37 anos, Denise, 36, e João Gilberto, 34, e avó de Marina, 11 anos, e Carolina, nove, diz que atualmente prefere ficar sozinha. Quer se dedicar integralmente ao filho João Gilberto, que convive até hoje com as seqüelas de um acidente de moto, ocorrido em 1989, no Rio. João Gilberto teve traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Tem idade mental de 12, 13 anos e foi declarado incapaz pela Justiça. Mas mesmo solitária, Nana continua falando de amor em suas músicas. “Gosto de amar. Ainda tenho sensibilidade para chorar lendo um romance”, afirma.

O que significou o disco de ouro?
Foi um tento para mim, um susto. Eu não era considerada artista de vendas na EMI, sempre fui status. Cada diretor que entrava era a mesma coisa, “a mulher canta pra burro, a imprensa diz que ela é um sonho, então vou ficar com ela”. Nunca fui um estouro. Isso é bom para quem está começando, que vê a música como algo distante. Não é, basta insistir. E sou teimosa. Foram anos na companhia com uma torcida organizada para eu ganhar esse disco e acabar com o tabu de que bom gosto não vende.

“É muito difícil lidar com um filho que não tem futuro. Fico dilacerada”

Qual a expectativa para o novo disco?
A melhor. O começo dele foi com a música do Dori (Caymmi, irmão de Nana), que estava comigo há dois anos mas faltava a letra. O Paulo César Pinheiro fez e me entregou no dia em que ganhei o disco de ouro. A música chama-se “Saudade de Amar”, abre o disco e está na trilha sonora de Porto dos Milagres. É uma força que não podemos perder de jeito nenhum, porque estamos em tempos bicudos.

Qual a diferença entre a Nana de hoje e aquela que não se entendia com as gravadoras?
Continuo a mesma, brigando pelo meu espaço. Os homens estão menos machos, já aceitam palpites nas produções. Mas briguei muito no começo, eu e a mulherada toda.

Ser filha de Dorival Caymmi ajudou ou atrapalhou?
Teve um lado maravilhoso e outro da cobrança das pessoas, de achar que tudo foi fácil pra mim. Não foi. Foi tão difícil quanto para os outros, porque eu tive que matar um jardim zoológico por semana para provar que cantava bem.

E o lado bom?
Tenho uma família extremamente unida por causa dos alicerces que meu pai plantou com mamãe (Stella Caymmi). Por terem feito eu, Dori e Danilo, tão amigos. Quando um precisa, o outro socorre, da maneira mais bonita. Não sei fazer um disco em que os dois não estejam incluídos. Ficamos interligados, pelo pai, por Tom Jobim, por Vinícius. Os amigos de meu pai ficaram nossos amigos e trabalhamos juntos. Ficou algo enraizado. É porque ninguém vai comprar, mas, por mim, eu fazia um disco só comigo, Dori e Danilo. Só mamãe iria comprar. A imprensa iria soltar o pau e dizer que é falta de imaginação.

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