13 de setembro de 1999
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Teatro

Nostradamus
Espetáculo explora a expectativa do final do século e conta um pouco da história e das profecias do médico Nostradamus

Ida Vicenzia

“Quando todos os noves se alinharem, a humanidade conhecerá o terceiro anticristo... depois disso, o tempo, como nós conhecemos, deixará de existir e haverá uma nova humanidade.” Em 9/9/99, dia “cabalístico”, que muitas seitas dizem ser o último prazo para o apocalipse, o Teatro I do Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, apresenta Nostradamus, peça de Doc Comparato, dirigida por Renato Borghi.

A profecia está no livro Centúrias, escrito em linguagem metafórica e deixado pelo médico Michel de Nostredame. No livro, há quem acredite que ele prevê desde a bomba atômica até a queda da União Soviética, quando diz que “um homem com o número seis na cabeça destruirá o Império Vermelho”.

A peça tem início em 1525, em Avignon, e, como uma boa história renascentista, fala sobre a busca e a proibição de um livro mágico. É a partir desse livro que Nostradamus exercita seu poder. Julius, um personagem fictício, lhe abrirá as portas para a magia e a vidência e sofrerá os males que lhe seriam endereçados, inclusive a tortura pela Inquisição. Em dois atos e quinze cenas, a peça desenvolve várias situações da vida de Nostradamus, a partir de sua juventude, quando exerce sua função de médico entre os horrores da peste negra, até tornar-se um homem angustiado, cujas previsões atraem o temor dos poderosos.

No cenário de J. C. Serroni, espelhos, luzes coloridas, rodas e até uma máquina para levitar fascinam o espectador. Cecil Thiré é um Nostradamus sarcástico, Laura Cardoso, uma Catarina de Médicis implacável e Tonico Pereira, um temeroso Julius. O espetáculo ficará em cartaz até dezembro de 1999, se Nostradamus e suas profecias o permitirem.
A profecia chega ao teatro