Opaserv é o vírus da vez
04/12/2002
O vírus que anda enlouquecendo administradores de redes agora é o Opaserv. Ao contrário da maioria dos worms, este código maléfico não se espalha por e-mail e deve seu "sucesso" a duas características: ele se espalha por meio de pastas compartilhadas em redes e aproveita uma vulnerabilidade do Windows para penetrar nos computadores. Aliás, vulnerabilidade essa para a qual a Microsoft já tornou disponível uma correção há dois anos. Ou seja, um terceiro fator para a carreira do Opaserv parece ser a desatenção ou mesmo a falta de atualização dos administradores. Já foram detectadas pelo menos seis variantes do vírus que parece ter sido criado no Brasil, o que talvez explique seu crescimento no País. Alguns dos arquivos que denunciam a presença de variantes do Opaserv no sistema são: ScrSvr.exe, BRASIL.PIF, BRASIL.EXE, FDP!!!!.dat, PUTA!!.EXE e ALEVIR.EXE. A melhor maneira de se certificar da presença do vírus é fazer uma verificação na máquina usando um bom antivírus atualizado - as principais empresas de segurança já têm vacina disponível para o Opaserv.
| Empresas pressionam governo contra software livre |
O grupo Initiative for Software Choice, criado em maio deste ano nos Estados Unidos, liderado pela CompTIA e integrado por empresas como Intel, Microsoft e Cisco, recomendou ao governo norte-americano que pense duas vezes antes de adotar softwares de código aberto. A iniciativa veio depois que o Departamento de Defesa anunciou confiar em programas open source recomendar sua adoção. Para o grupo da Software Choice, confiar no open source é "um erro". Enquanto isso, países como Alemanha e França, e até o Brasil, promovem abertamente o modelo de código aberto para evitar que órgãos governamentais fiquem presos a um só fabricante ou fornecedor. E o recado da Microsoft e sua turma ao governo dos EUA não ficou sem resposta. Bruce Perens, ativista do software livre que trabalha com as iniciativas em Linux da HP, criou a Sincere Choice para enfrentar o lobby liderado pela CompTIA. O grupo de Perens entrará em contato com o governo, para rebater as considerações a respeito da confiança e segurança dos programas open source.
| Menos imposto, mais produção |
Incentivar a produção nacional e, com isso, combater o contrabando, que detém cerca de 50% do total de vendas de equipamentos eletrônicos no País. Estes foram os dois principais motivos que levaram a Câmara de Comércio Exterior (Cacex) a anunciar a redução de 11% para 5% na alíquota de importação sobre vários componentes usados na fabricação de computadores. A intenção, apresentada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ainda precisa ser aceita pelos demais países do Mercosul - Argentina, Uruguai e Paraguai. A Cacex decidiu reduzir também as alíquotas do imposto de importação para os demais itens do setor de informática, que atualmente variam de 1,5% a 22%. Segundo o ministério, haverá seis alíquotas de 0% a 16%. Para completar o pacote de incentivos à produção de computadores no Brasil, está em estudo ainda a diminuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Três advogados gaúchos enviam a sugestão para a visita de seu site www.TeuAdvogado.com.br. A página tem por finalidade orientar e esclarecer dúvidas jurídicas da população leiga.
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