Campeão do cibercrime
27/11/2002
E o português tornou-se a língua franca do submundo da Internet. Pelo menos é o que diz a empresa de segurança mi2g. "Desde 1995, é raro o caso de um país que tenha dominado a atividade criminosa digital com a extensão que o Brasil faz agora. O hacking brasileiro em 2002 custou bilhões de dólares apenas aos países do G-8", afirma DK Matai, presidente da mi2g. Pelas estatísticas da empresa, o País é tanto o maior laboratório de cibercrimes quanto o maior exportador de crimes digitais do mundo. No ranking dos dez grupos de crackers mais ativos em novembro, todos são brasileiros. Foi-se também o tempo em que os brasileiros destacavam-se como script kiddies, por desfigurações e invasões de sites: a mi2g afirma que alguns poucos hackers tupiniquins são altamente habilidosos e os compara aos europeus e orientais que, na década de 1990, desenvolveram seus próprios programas de ataque de acordo com suas necessidades e quebraram a segurança de modo muito personalizado. Em 2002, conforme estimativa da mi2g, os ciberataques - incluindo vírus e worms - já causaram prejuízos entre US$ 37 e US$ 45 bilhões.
O ator norte-americano Kevin Spacey (o pai da família emBeleza Americana) levou as portas da Meca do cinema mundial para a Comdex Fall, realizada na semana passada em Las Vegas, nos Estados Unidos. Spacey foi divulgar seu novo site, o TriggerStreet.com, que permite a roteiristas e cineastas compartilhar e criticar os curtas-metragens uns dos outros. A vantagem para eles é a geração de audiência, muito maior do que teriam suas obras nos canais convencionais de distribuição. Spacey diz que a tecnologia digital tornou muito mais fácil promover novos talentos, e este é o objetivo do TriggerStreet. O site vai realizar um festival anual de curtas, e o vencedor receberá resenhas de astros como Bono Vox, Anette Benning (a mãe em Beleza Americana) e Danny DeVitto.
A cada dia que passa, aumenta a preocupação das autoridades mundiais de saúde com a autenticidade de sites médicos e farmacêuticos. A tensão em torno do assunto tem razão de ser: os serviços de saúde estão entre os cinco tipos de sites mais acessados e, por causa dessa demanda, diariamente entra no ar uma grande quantidade de sites, profissionais e amadores, respondendo questões sobre doenças e indicando tratamentos. A ausência de referência à origem das informações é um dos maiores problemas detectados. No início do mês, a organização Consumers International avaliou websites médicos e descobriu que pelo menos 50% deles não informavam a fonte dos conselhos fornecidos. Outro problema detectado é que os sites não esclarecem se a informação é editorial ou de patrocinadores.
Entre os sites sérios que tratam do tema saúde está o ABC da Saúde, no ar há pouco mais de um ano. O canal permite a consulta a mais de 500 artigos sobre saúde e prevenção de doenças e é voltado, basicamente, para o público leigo. O site sugere perguntas que o paciente pode fazer durante uma consulta médica para esclarecer seu caso e toma o cuidado de não oferecer consultas online, diagnóstico clínico ou quaisquer tipos de prescrições médicas. Segue rigorosamente o Código de Conduta (HONcode) - certificadora internacional para avaliação de sites Web de medicina e saúde - e da Health On the Net Foundation, obedecendo também rigorosamente os consagrados postulados da ética médica determinados pelo Conselho Federal de Medicina para as suas empresas filiadas.
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