Sandra Pecis
30/1/2002
Veja a foto... e infecte seu micro
Branca de Neve pornô, um doente terminal de antraz, a tenista Kournikova ... fotos constituem isca perfeita para ser utilizada pelos criadores de vírus. Afinal, sempre tem alguém disposto a "dar uma olhadinha". Nessa semana, mais uma praga se espalhou pela Internet aproveitando-se da curiosidade dos internautas. O vírus "Myparty" na tarde de segunda-feira, já havia contaminado PCs em mais de 75 países, inclusive no Brasil. O invasor vem anexado a um e-mail que promete fotos de uma festa. Basicamente, o Myparty é um "mass-mailer", isto é, tem a capacidade de enviar e-mails em massa e congestionar as redes. Além de enviar cópias de si mesmo para os endereços de e-mail encontrados no computador infectado, o Myparty instala um backdoor, um programa espião para controle remoto não-autorizado, nos PCs equipados com Windows NT, 2000 e XP. Empresas como Mynetis, Kaspersky e Symantec têm vacinas para a nova praga. A melhor prevenção, no entanto, é jamais abrir anexos de desconhecidos e sempre ativar o antivírus.
| Software livre, Linux e jovens no Fórum Social Mundial |
Dois dos maiores destaques no mundo do software livre estarão falando com estudantes no Fórum Social Mundial, que se realiza em Porto Alegre de amanhã até 5 de fevereiro. Parte das discussões serão sobre democratização das comunicações e o Projeto Software Livre - RS vai marcar presença com as discussões com Richard Stallman e Marcelo Tosatti. Stallman é americano, inventor do termo "software livre", presidente da Free Software Foundation e mentor do projeto GNU/Linux. Marcelo Tosatti é brasileiro, desenvolvedor da Conectiva e foi recentemente escolhido por Alan Cox e Linus Torvalds para ser o mantenedor do kernel 2.4 do GNU/Linux. Os dois estarão no Acampamento da Juventude no domingo (dia 3) às 11h para um bate-papo informal com os estudantes e às 15h para a conferência de Stallman, na qual Tosatti integra a mesa e participa do debate posterior.
A Aplied Digital Solutions começa a distribuir na América do Sul os produtos VeriChip e Digital Angel, que funcionam como identificadores eletrônicos. Trata-se de um chip que é implantado no corpo e pode ser seguido por sistemas de GPS a assim ajudar a localizar o portador, quando seqüestrado. Os produtos foram criados originalmente para fins médicos, mas a onda de crimes em países como Colômbia e Brasil abriu um novo mercado. O Verichip é semelhante aos dispositivos que já foram implantados em milhões de animais de estimação dos Estados Unidos nos últimos anos e permite que os abrigos reconheçam animais perdidos e entrem em contato com seus donos. O dispositivo, um chip pouco maior do que um grão de arroz, é capaz de transmitir uma ou duas frases de dados que podem ser lidas por um scanner a até 1,20 m de distância. Ele é injetado no antebraço ou ombro do usuário e não deixa marcas.
O segundo produto, que se chama Digital Angel e combina posicionamento global via satélite (GPS) e um sistema de monitoramento, foi criado para ser usado por pessoas como pacientes do mal de Alzheimer ou prisioneiros em liberdade condicional, que não podem ser perdidas de vista. O sistema combina um relógio e um aparelho do tamanho de um maço de cigarros que pode ser carregado no cinto como um pager. O sistema com GPS poderia ajudar a localizar vítimas de seqüestro, e o Verichip pode ser útil para identificá-las caso estejam inconscientes - ou, na pior das hipóteses, mortos.
A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e a Business Software Alliance (BSA) lançaram o portal www.regularize.com.br, no qual o internauta encontra a legislação que regulamenta o uso de software no Brasil e todo o processo para a legalização de programas piratas. O site também ensina como desinstalar aplicativos irregulares das máquinas e legalizá-los a partir do próprio micro e faz uma simulação da multa a pagar pelo uso de software irregular.
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