11/04/2001
Notebooks: caros mas imprescindíveis
Os computadores portáteis, primeiramente chamados laptops e já há um bom tempo rebatizados de notebooks, têm um único e grande defeito: custam caro demais. A gente sempre acha que com o tempo seu preço vai baixar, mas a cada novo lançamento os preços continuam num patamar acima dos nossos sonhos. É mais ou menos o que acontece com os microcomputadores convencionais, ainda que custem bem menos. No caso dos portáteis, é difícil encontrar um equipamento por menos de R$ 4 mil. Há muitos na faixa dos R$ 6 mil e outros em inacreditáveis R$ 10 mil.
Apesar disso, acompanho um crescimento incrível na sua utilização. Em reuniões de negócios, é bastante comum ver um notebook por pessoa. O mesmo cenário, antes futurista, se vê em aeroportos e congressos. Mas a idéia de escrever esta coluna sobre notebooks veio do e-mail que recebi do leitor Miguel Gally, que pede dicas na hora de escolher um modelo. Como todo usuário, Gally fica perplexo diante das possibilidades de modelos e dos preços discrepantes. A primeira pergunta é sobre a necessidade de uma tela de matriz ativa, visto que esse recurso aumenta bastante o preço final. Até bem pouco tempo, eram poucos os modelos com matriz ativa. Isso fazia com que a maioria dos modelos tivesse telas mais "escuras", sem tanto brilho e que cansam mais os olhos, principalmente os de usuários de processadores de texto ou de Internet. Assim, se este for o principal uso do notebook, vale investir na matriz ativa.
Há alguns fabricantes que criaram tecnologias próprias de tela de cristal líquido (as usadas nos notebooks) e assim oferecem soluções aceitáveis para a qualidade das imagens, mesmo sem a matriz ativa. A maior parte dos modelos atuais já têm telas de ótima qualidade, o que nos remete à segunda dúvida de Gally, sobre a escolha do processador. Os notebooks já posuem desempenho semelhante ou até superior aos micros de mesa. Os últimos modelos de processadores, 700, 800 Mhz, estão no mercado. Os desempenhos dos diferentes modelos são parecidos, importa mais a quantidade de memória que você tem no computador. Aconselho sempre o mínimo de 64Kb, com recomendáveis 128Kb.
Por fim, a marca. A recomendação é ser sempre conservador. Não leve em conta propostas de notebooks baratíssimos, com preços muito abaixo de concorrentes e de marca desconhecida. Não existe milagre. Ao comprar o notebook, mais ainda do que ao comprar um micro de mesa, você deve recorrer a empresas que garantam assistência técnica no Brasil, de preferência na sua cidade. As marcas mais encontradas no mercado são Compaq, Dell, HP, IBM, Toshiba, Sony, Acer e Itautec. Última dica: valorize o peso do notebook. Nada pior que um portátil que quebre as suas costas.
| Para quem não gosta de filtros
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Um leitor que não gosta dos filtros do Outlook Express, escreve como uma opção. Trata-se do programa Popcorn, é grátis, pequeno e funciona muito bem. Permite que você tenha quantas caixas postais desejar e funciona como check-mail. Permite que você busque no servidor as mensagens sem que elas venham automaticamente para o computador, verifica o remetente, se não interessa deleta, caso contrário pode ler todas elas diretamente do servidor. Se você quiser guarda as mensagens aí sim irá precisar de um software como o Outlook. O endereço para encontrar esse programa é www.ultrafunk.com.
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