14/02/2001
Uma vila global
Modalen tem 350 habitantes e fica localizada num vale de fiordes na região oeste da Noruega. Nada mais isolado, poderia se pensar. Isso era exatamente o que ocorria até um mês atrás. Foi quando a pequena vila tornou-se a primeira comunidade totalmente conectada em banda larga à Internet. Em todas as casas, escolas e prédios há uma conexão de altíssima velocidade com a rede mundial. O projeto Multimedia@Mondalen começou a funcionar em 19 de janeiro, conectando todos os habitantes a uma velocidade de 2 Megabits com tecnologia sem fio (wireless). A geografia de Mondalen é perfeita para o teste de redes de rádio e isso facilitou a aliança que desenvolveu o projeto formada pela comunidade, a empresa PCTVnet (responsável pelo design dos set-top boxes) e a Nera, um fornecedor de equipamentos de rádio. Estão também envolvidos no projeto a Cisco, o provedor de acesso norueguês Nextra e o Gallup International, que está realizando um estudo de comportamento dos usuários. A Noruega é um dos maiores usuários da rede. E também onde o uso da rede tem grande apoio estatal. Até 2002 todas as escolas e hospitais do país terão conexão à rede em banda larga. E o governo sonha com todo o país conectado em alta velocidade até 2004. Alguns endereços para quem quer conhecer mais sobre o projeto: www.mondalen.com, www.homepilot.com e www.nera.no.
A França nunca foi dos países mais entusiastas da Internet. Mas segundo matéria publicada no Le Monde na última semana, o quadro parece estar mudando. O país tem hoje 4,7 milhões de internautas (eram menos de 3 milhões há um ano) e 58% das conexões são feitas a partir de domicílios, na maioria das vezes em cidades com mais de 100 mil habitantes. Somente a região de Paris concentra 32% dos usuários, sendo 60% deles do sexo masculino. Como nos demais países, o principal uso da rede é para enviar e receber e-mails. E a atividade que mais cresce é a busca de arquivos de áudio e vídeo.
| Napster e direito autoral
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A decisão da 9ª Corte de Apelações de San Francisco, nos Estados Unidos, de proibir o download de "material que possui direitos autorais reservados" pelo Napster inviabiliza o projeto original do site. Ou seja, a Corte considerou que o Napster realmente infringe direitos autorais e, assim, o site vai ter que retirar do ar todo o material com copyright. O resultado já era esperado e não poderia ser diferente. Como ignorar o direito à propriedade intelectual? Tanto a Napster como a Bertelsmann (empresa que se associou ao site em outubro de 2000) já preparam um novo serviço, agora cobrado, que entrará no ar em junho. Por enquanto, o serviço continua no ar e até que a decisão da Corte entre em vigor, os 55 milhões de usuários podem continuar baixando músicas. A troca de arquivos compactados no formato MP3 sem qualquer tipo de respeito a direitos de autor vai ter fim. Pelo menos que até surja outra novidade na rede.
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