14/06/2000
O futuro da Microsoft
O mundo da informática aguarda ansioso a reinvenção da Microsoft ou como a empresa irá enfrentar a decisão da Justiça americana de parti-la em duas. Para muitos analistas do mercado, a empresa deveria acatar a decisão o quanto antes e partir para o realinhamento, criando as duas unidades de negócio independentes propostas, uma para o sistema operacional Windows e outra para os softwares aplicativos e para a Internet. A Microsoft tornou-se uma gigante em apenas 23 anos de existência e uma de suas maiores preocupações é como fazer a tal divisão sem perder seus 35 mil funcionários, que também são na maior parte acionistas. A empresa vai apelar, como prometeu, e dificilmente irá admitir que prejudicou os consumidores, como quer a divisão antitruste do Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos. Por outro lado, a restruturação deve ir acontecendo. E não há muito tempo para a empresa pensar em uma saída ideal.
A revista Business Week desta semana traz sua reportagem anual com a relação das 100 maiores empresas de tecnologia. A crise da Nasdaq mudou totalmente o ranking. No ano passado, 27 companhias Internet estavam entre as 100 maiores. Este ano, restam apenas 14 na lista restrita. A America Online, que estava no topo da lista caiu para a posição 78. A situação de outras empresas é bem pior: a CNET era 44ª e caiu para 134ª, a Doubleclick, de 65ª para 227ª, Lycos de 66ª para 220ª. Entre as empresas Internet que mais cresceram está a Yahoo Japan, a Broadvision (que produz software de personalização), a Internert Capital Group (soluções de e-commerce) e a NetCreations (de marketing direto por email). A primeira empresa da lista é a finlandesa Nokia. A reportagem completa está no site da Business Week.
Para quem gosta das palavras da moda na nova economia da Internet, a onda agora é o P2P. Nada de B2B (o chamado business to business, ou seja, negócios online entre empresas) ou B2C (business to consumer, ou, negócios entre empresas e consumidores). O P2P é nada menos do que "Path to Profitability", ou, o caminho para a lucratividade. As empresas web agora têm que dar resultados no curto prazo, já que os investidores não estão mais com paciência de esperar planos de negócio com retorno para daqui a quatro anos.
Um site para combinar com o clima de inverno: Cheese.com, com tudo o que você precisa para preparar uma noite de queijos e vinhos.
Volta para a capa
|